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Evento ocupa marquise do Ibirapuera enquanto aval sobre uso ainda está pendente

Montagens do SP2B foram instaladas no espaço, apesar de ressalvas do órgão municipal de patrimônio; decisão sobre o caso está prevista para dia 17  |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 15/08/2026, às 13h23   Foto: Reprodução/Redes Sociais   Andrezza Souza

A realização do SP2B no Parque Ibirapuera, em São Paulo, gerou questionamentos sobre o uso da marquise do complexo, que é tombado pelo município. O evento ocupa o espaço desde o último dia 9, embora uma decisão definitiva sobre algumas instalações esteja prevista apenas para segunda-feira (17), após o encerramento da programação.

Segundo informações do Metrópoles, o Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) autorizou a realização do evento no Ibirapuera, mas estabeleceu restrições para a marquise. Entre as determinações estava a proibição de montagens no vão livre do espaço.

A justificativa apresentada pelo órgão foi de que estruturas cenográficas poderiam bloquear perspectivas e prejudicar a circulação e a visualização da marquise. Mesmo assim, palcos, estandes e uma bilheteria foram instalados no local durante o evento.

Prefeitura diz que análise cabe ao Conpresp

Foto: Gabriela Pessanha/BNews São Paulo
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Prefeitura de São Paulo informou que o SP2B possui autorizações para as áreas utilizadas no evento. Segundo a administração municipal, o Departamento do Patrimônio Histórico deu parecer favorável às instalações previstas, mas fez ressalvas específicas sobre algumas estruturas na marquise.

Ainda de acordo com a Prefeitura, essas montagens dependem de uma análise do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). A reunião está marcada para 17 de agosto.

A data, no entanto, ocorre um dia depois do encerramento do SP2B, que tem programação prevista até domingo (16).

O evento reúne atividades voltadas a negócios, empreendedorismo e inovação, além de palestras, apresentações musicais e outras atrações. Os ingressos chegam a R$ 4.720 na categoria platinum.

Entidades questionam uso do espaço

Representantes da sociedade civil encaminharam informações sobre a ocupação da marquise ao Conpresp, à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) e à Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB).

O material também foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), onde há um inquérito relacionado ao caso.

A preocupação envolve principalmente a instalação de estruturas em uma área de aproximadamente 27 mil metros quadrados. Durante o evento, o espaço recebeu equipamentos, palcos e outras estruturas que alteraram a configuração do vão livre.

O regulamento da marquise estabelece restrições para o uso cotidiano do espaço. Entre as regras estão limitações a equipamentos e atividades que provoquem movimentação ou ruído.

O que dizem os responsáveis pelo evento

A concessionária Urbia, responsável pela administração do Parque Ibirapuera, afirmou que o SP2B possui as autorizações e os alvarás necessários para sua realização, com anuência do poder público.

A organização do evento também declarou ter adotado as providências necessárias junto à Prefeitura, aos órgãos públicos e à concessionária para obter licenças e autorizações. Segundo a SP2B, as liberações foram concedidas de acordo com o projeto apresentado e as normas aplicáveis.

A marquise do Ibirapuera foi reaberta ao público em janeiro deste ano, após permanecer interditada desde 2020. A reforma do espaço recebeu investimento superior a R$ 86 milhões.

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