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Ferroviários encerram greve e linhas da CPTM começam a retomar operação

Categoria aprovou retorno ao trabalho após assembleia e aceitou proposta apresentada no TRT; sindicato manterá estado de greve  |  Foto: Pexels/Th2city Santana

Publicado em 05/08/2026, às 20h05   Foto: Pexels/Th2city Santana   Andrezza Souza

Os ferroviários decidiram encerrar a greve que afetava as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A decisão foi aprovada em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (5), colocando fim à paralisação iniciada na madrugada de terça-feira (4).

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), a proposta de retorno às atividades e de aceitação da mediação apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) recebeu 131 votos favoráveis, enquanto 26 trabalhadores defenderam a continuidade da greve.

Apesar da retomada do serviço, a categoria informou que permanecerá em estado de greve, acompanhando o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Governo de São Paulo durante as negociações.

Categoria diz que acordo trouxe avanços

Em nota, o sindicato afirmou que a proposta apresentada pelo governo contemplou avanços em reivindicações consideradas prioritárias, principalmente em relação às garantias buscadas pelos ferroviários durante o processo de concessão das linhas à iniciativa privada.

A entidade ressaltou que a mobilização teve como objetivo defender os empregos dos trabalhadores da CPTM e preservar a qualidade do transporte público oferecido à população. O sindicato também afirmou que continuará acompanhando as negociações e não descarta novas mobilizações caso os compromissos firmados não sejam cumpridos.

Paralisação afetou três linhas

Foto: Pexels

A greve provocou impactos na circulação dos trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade durante dois dias. Na terça-feira (4), parte das operações ocorreu de forma parcial, enquanto a Linha 13-Jade permaneceu sem circulação durante boa parte do dia antes de retomar o serviço de forma reduzida.

Segundo a CPTM, a paralisação também descumpriu a determinação do Tribunal Regional do Trabalho, que exigia a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos. De acordo com a companhia, apenas 67% dos funcionários compareceram ao trabalho durante a manhã do primeiro dia de greve.

O movimento também levou o Governo de São Paulo a colocar em prática um plano de contingência, com reforço da operação do Metrô, acionamento do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) e suspensão do rodízio municipal de veículos na capital.

Governo negou risco de demissões

Durante as negociações, o Governo de São Paulo sustentou que não haveria demissões de funcionários da CPTM em razão da concessão das linhas 11, 12 e 13.

Na quarta-feira (5), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou a afirmar que os empregos serão preservados durante o processo de realocação dos trabalhadores e defendeu os investimentos na modernização do sistema ferroviário paulista.

Com o encerramento da paralisação, a expectativa é de que a operação das linhas seja normalizada gradualmente ao longo desta quarta-feira (5), conforme a reorganização das escalas e o retorno dos ferroviários às atividades.

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