Política
Publicado em 24/09/2026, às 10h35 - Atualizado às 16h58 Flávio Bolsonaro durante entrevista - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil Vinicius Brito
O senador e candidato a presidência Flávio Bolsonaro viajou em 19 de janeiro de 2025 da Flórida, nos Estados Unidos, para Brasília em um jato cuja estrutura de propriedade incluía uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. O voo também contou com a presença do advogado Willer Tomaz, investigado em apuração sobre fraudes no INSS.
Sete meses depois, em agosto de 2025, a mesma aeronave foi utilizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e por sua esposa, a advogada Viviane Barci. O casal foi filmado desembarcando do jato no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
Segundo a revista Piauí, Flávio Bolsonaro viajou em janeiro de 2025 em um Legacy 650, de prefixo PP-NLR, no trajeto entre Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e Brasília. Na época, a aeronave era operada pela Prime You, empresa que tinha Daniel Vorcaro como sócio e que detinha um terço das cotas do avião.
A empresa Prime You, que tinha Daniel Vorcaro como um dos sócios, adquiriu uma participação de 33,33% da aeronave PP-NLR no fim de 2024. O jato era operado pela Prime Aviation, empresa do grupo, e tinha sua propriedade dividida em três cotas.
Além disso, Vorcaro foi sócio da Prime You entre 2021 e setembro de 2025. A participação no avião, portanto, já pertencia à empresa ligada ao banqueiro quando Flávio Bolsonaro utilizou a aeronave, em janeiro de 2025.
Na época, a aeronave era operada pela Prime Aviation, empresa ligada a Daniel Vorcaro, por meio de um contrato de cessão de dez anos com a Fraction 024, responsável pela propriedade do jato. A empresa tinha Marcus Vinícius da Mata entre seus administradores e sócios ligados à estrutura empresarial de do banqueiro.
Mensagens recuperadas pela Polícia Federal também registram conversas entre Vorcaro e da Mata sobre a utilização da aeronave por Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci. Em julho de 2025, Vorcaro questionou se o casal já estava usando o avião e pediu que o contato fosse mantido para viabilizar o uso das aeronaves.