Política
Publicado em 25/10/2026, às 12h17 Gol desmente cancelamentos de voos - Foto: Divulgação/Gol Vinicius Brito
A companhia aérea Gol usou as redes sociais no sábado (24/10) para desmentir publicações que viralizaram sobre supostos cancelamentos de voos entre as regiões Sul e Nordeste na véspera do segundo turno das eleições de 2026.
Segundo a empresa, o cancelamento ocorreu devido a problemas técnicos na aeronave que operaria o voo G3 1979, na rota entre Porto Alegre e Salvador. A companhia afirmou, porém, que essa foi a única operação afetada, negando a existência de uma onda de cancelamentos nas rotas mencionadas.
“A Gol reforça que todas as ações tomadas para esse voo tiveram como foco a segurança, nosso valor número 1”, afirmou a companhia em comunicado.
A empresa também informou que os passageiros afetados receberam a assistência necessária e foram reacomodados em outros voos. Segundo a Gol, as alternativas oferecidas tinham previsão de partida entre sábado (24/10) e domingo (25/10), permitindo que os clientes reorganizassem seus deslocamentos.
Diante das notícias sobre o cancelamento, as deputadas Maria do Rosário (PT) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) publicaram manifestações questionando o ocorrido.
Em publicação na rede social X, Maria do Rosário classificou o caso como grave e cobrou explicações da companhia aérea. “O cancelamento de um voo da GOL para o Nordeste levanta questionamentos e exige explicações. Em plena véspera da eleição, ninguém pode ser prejudicado no exercício do seu direito ao voto!”, escreveu a parlamentar.
Já Fernanda Melchionna afirmou ter recebido diversos relatos de passageiros que tiveram voos remarcados para datas e horários incompatíveis com o comparecimento às urnas. Segundo a deputada, as alterações poderiam impedir que eleitores chegassem a tempo de votar no segundo turno das eleições.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou o cancelamento do voo G3 1979, mas informou que continuava monitorando a frequência e a pontualidade dos voos domésticos no país. Até o momento, segundo a agência, não havia indicação de anormalidades no fluxo aéreo nacional.