Política
Publicado em 14/10/2026, às 16h00 Foto: Reprodução/Magnific Marina do Val
O governo federal impulsou a indústria nacional de games ao assinar um novo decreto esta quarta-feira (14) que regulamenta o Marco Legal dos Jogos Eletrônicos.
A medida consolida e dá andamento prático à Lei 14.852,sancionada em 2024, após um processo de dois anos de debates interministeriais e escuta ativa de entidades do setor, como a Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos).
Com a regulamentação, o Executivo busca estruturar o ecossistema criativo do país, que hoje movimenta cerca de R$13 bilhões anualmente no mercado geral e consolida o Brasil como o principal polo da América Latina.
O texto recém-assinado detalha a forma como a atividade será integrada às políticas públicas e traz diretrizes fundamentais para o desenvolvimento do setor.
No âmbito da proteção intelectual e direitos autorais, o decreto reforça a segurança jurídica para criadores, protegendo propriedades intelectuais e obras de estúdios nacionais.
Em relação à formação e capacitação, cria mecanismos focados na ampliação da formação técnica e superior de novos profissionais para atender à demanda crescente de desenvolvimento.
Já no pilar de estímulo à exportação e competitividade, estabelece medidas voltadas para aumentar a presença das desenvolvedoras brasileiras no mercado internacional.
Por fim, na área de incentivos fiscais, define as bases para políticas de desoneração fiscal na aquisição de equipamentos específicos essenciais para a produção de jogos.
Durante o anúncio, o presidente Lula destacou que o prazo de dois anos de elaboração foi necessário para construir uma base sólida e interministerial, afirmando que chegaram a um ponto comum que abre uma porteira importante para resolver com mais facilidade os problemas que vão surgir daqui para frente.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou o peso estratégico da medida, pontuando que o governo está contemplando os games como um setor estratégico para o desenvolvimento audiovisual e da cultura, trabalhando para que o setor avance, cresça e gere mais renda, emprego e oportunidade.
Atualmente, o mercado brasileiro conta com mais de 1.000 estúdios e aproximadamente 13 mil profissionais, registrando faturamento direto na casa de R$1,2 bilhão ao ano, além de impulsionar o consumo digital e de serviços que ultrapassam a marca dos R$12,7 bilhões anuais.
Com regras mais claras e desburocratização, que dispensam licenças públicas especiais para profissionais como programadores, designers e artistas, a expectativa do governo é transformar o potencial criativo do país em uma indústria altamente competitiva em escala global.
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