Política
Publicado em 13/04/2026, às 09h52 Foto: Reprodução/Gov BR Fernanda Montanha
O governador de Tarcísio de Freitas decidiu postergar o início da cobrança do sistema free flow em rodovias da região metropolitana e do interior paulista. A nova data foi definida para janeiro de 2027. A mudança atinge pórticos instalados em vias administradas pela concessionária da Rota Sorocabana em diferentes cidades.
Pelo contrato original, a cobrança automática começaria em setembro deste ano, após etapas como instalação dos equipamentos e retirada das praças físicas.
O modelo elimina as cabines tradicionais e realiza a cobrança por meio de leitura automática dos veículos, conta o Metrópoles.
O acordo foi firmado em fevereiro de 2025 entre o governo estadual e a concessionária Motiva Sorocabana, ligada à Motiva.
O contrato prevê a gestão de 460 km de rodovias por 30 anos, com investimentos de R$ 8,8 bilhões. Entre as obrigações está a implantação do sistema free flow ao longo das vias concedidas.
Os pórticos deveriam estar instalados até março de 2026, e parte deles já funciona apenas para monitoramento, sem cobrança. Após essa fase, a concessionária teria até 6 meses para remover as estruturas antigas. Com isso, a previsão inicial era que o novo modelo entrasse em operação ainda em 2026.
Em fevereiro de 2026, o governo e a concessionária firmaram um termo aditivo que alterou o cronograma. A cobrança foi adiada para o primeiro dia de 2027, coincidindo com o início da próxima gestão estadual. Com a alteração, o Estado assumiu o compromisso de compensar financeiramente a empresa pelo período sem arrecadação.
Na prática, o valor pago deve equivaler ao que seria obtido com os pedágios já em funcionamento. O cálculo será feito pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo, considerando o fluxo de veículos. O montante ainda será divulgado após análise técnica e publicação oficial.
O adiamento ocorre em meio a críticas ao sistema, que gerou resistência entre prefeitos e parte da população. O modelo amplia o número de pontos de cobrança no estado. A implantação do free flow tem provocado disputas políticas e até ações judiciais em algumas cidades.
Em Mogi das Cruzes, por exemplo, houve decisão judicial suspendendo a cobrança para moradores em um trecho específico.
Além disso, levantamentos da oposição indicam expansão dos pórticos previstos no estado. A discussão sobre o modelo segue em aberto, com questionamentos sobre impactos e abrangência.
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