Política
Publicado em 25/09/2026, às 11h13 Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Marina do Val
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um decreto para regulamentar a criação de um cadastro nacional voltado ao mapeamento e monitoramento de pessoas físicas e jurídicas com vínculos comprovados com facções criminosas e milícias.
A iniciativa atende a uma determinação prevista na Lei Antifacção (Lei Raul Jungmann) e busca estruturar uma rede unificada de inteligência de segurança pública no país.
A implementação da nova ferramenta de apuração e acompanhamento será realizada de forma gradual, condicionada às disponibilidades técnicas, operacionais e orçamentárias dos órgãos envolvidos.
A proposta visa preencher uma lacuna histórica na inteligência do combate ao crime organizado no Brasil: a fragmentação das informações entre diferentes esferas do poder público e governos estaduais.
Com o banco de dados integrado, órgãos federais de segurança, forças policiais estaduais, órgãos de fiscalização financeira e o Ministério Público poderão cruzar informações em tempo real sobre suspeitos, laranjas e empresas de fachada.
O foco central é asfixiar financeiramente as organizações criminosas. Ao mapear o ecossistema empresarial e patrimonial associado a facções como o PCC e o Comando Vermelho, assim como aos grupos milicianos, o Estado busca ampliar o bloqueio de bens, impedir a lavagem de dinheiro em setores comerciais legítimos, como o transporte público e o setor imobiliário, e barrar o uso do sistema financeiro para financiamento de atividades ilícitas.
A criação do cadastro integra o pacote de medidas decorrentes da Lei Antifacção, que completou recentemente seis meses de promulgação.
A legislação foi desenvolvida com o objetivo de endurecer as punições e oferecer mecanismos legais mais céleres para as forças de segurança atuarem contra estruturas criminosas complexas.
Com a regulamentação do banco nacional, o Ministério da Justiça e Segurança Pública espera modernizar a resposta do Estado frente à expansão do crime organizado, tornando a inteligência e o estrangulamento financeiro as principais ferramentas de combate às facções e milícias no país.
Caso Gisele: Justiça libera provas de processo para Conselho que pode expulsar tenente-coronel da PM
Tarcísio de Freitas lidera corrida ao governo de SP com 44% dos votos, aponta Quaest