Política
Publicado em 27/10/2026, às 18h21 Foto: Divulgação/Charles Vieira Andrezza Souza
O governo de Donald Trump concederá vistos a Flávio Bolsonaro (PL) e a seus familiares e permitirá a entrada deles nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por uma autoridade do Departamento de Estado à repórter da TV Globo Raquel Krähenbühl nesta terça-feira (27).
A decisão ocorre em meio à investigação da Polícia Federal (PF) sobre a possível saída do senador do Brasil. No domingo (25), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse seus passaportes e o proibiu de deixar o território brasileiro.
Mais cedo, a agência Reuters e o jornal “The New York Times” informaram, com base em fontes anônimas, que o parlamentar havia deixado o país com destino aos Estados Unidos. Até a publicação da reportagem, não havia confirmação oficial sobre os detalhes do deslocamento.
O jornal argentino Infobae publicou que Flávio teria cruzado a fronteira com a Argentina por Puerto Iguazú, usando seu documento de identidade. De lá, seguiria para os Estados Unidos em um avião particular da empresa Baires Fly S.A.
Registros do site FlightRadar24 indicaram que a aeronave chegou a Puerto Iguazú às 23h45, no horário de Brasília, após sair de Buenos Aires. O sistema, porém, não registrava uma nova decolagem até o momento citado na reportagem.
Também não havia confirmação de que Flávio estivesse a bordo do avião ou tivesse utilizado outra aeronave para chegar aos Estados Unidos.
Na manhã desta terça-feira, o controle de imigração argentino informou que não encontrou registro de entrada do senador no país. A PF também não identificou passagem dele por pontos regulares de controle migratório brasileiro, conforme informações divulgadas pelo blog da Andréia Sadi.
A determinação de Moraes estabelecia que Flávio entregasse os passaportes à PF até as 11h desta terça-feira (27). O senador não cumpriu a ordem dentro do prazo, segundo a reportagem do g1.
A decisão foi tomada em um processo no qual Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro. A apuração envolve um suposto esquema com empresas ligadas ao advogado e plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets.
Os dois confirmam que são amigos, mas negam sociedade entre si e qualquer irregularidade.
Flávio também é investigado em outro inquérito da PF, que apura possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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