Política
Publicado em 23/02/2026, às 13h10 - Atualizado às 13h10 Foto: Reprodução / Instagram Nathalia Quiereguini
A possível venda dos Postos Ipiranga passou a ser acompanhada de perto pelo setor de combustíveis.
O ativo pertence ao Grupo Ultra e, segundo informações de mercado, já existe interesse preliminar de grandes companhias internacionais.
Ainda não há confirmação de proposta vinculante, mas a movimentação passou a ser tratada como plausível por analistas.
A operação não é interpretada apenas como desinvestimento. O entendimento predominante é de reorganização estratégica do portfólio, as informações são do InfoMoney.
Nos últimos anos, o grupo reduziu exposição a negócios considerados mais complexos operacionalmente e concentrou capital em áreas com retorno mais previsível.
A distribuição de combustíveis tem margens apertadas, alta necessidade logística e depende de fatores externos como política de preços, tributação e fiscalização.
Nesse contexto, a venda faria sentido financeiro: monetiza um ativo maduro e libera recursos para novos investimentos.
Além disso, o momento é considerado favorável. O aumento da fiscalização contra fraudes elevou a competitividade das distribuidoras formais, melhorando a percepção de valor do setor.
Para grupos internacionais, entrar no Brasil por meio de aquisição é mais eficiente do que construir rede própria. A infraestrutura já instalada inclui bases de armazenagem, contratos com revendedores, logística e reconhecimento de marca.
Isso reduz tempo de entrada no mercado e risco operacional inicial.
Outro fator relevante é o tamanho do consumo interno. O país possui grande dependência de transporte rodoviário e demanda estável por combustíveis líquidos, mesmo com crescimento gradual de fontes alternativas.
Caso a operação avance, o impacto tende a ser competitivo, não imediato ao consumidor.
A mudança de controle normalmente altera estratégia comercial e relação com revendedores antes de refletir em preços finais.
Empresas concorrentes tendem a responder com ajustes semelhantes.
Ainda não existe definição sobre valores ou formato da transação. Também não está claro qual será o destino dos recursos pelo Grupo Ultra, ponto considerado relevante por investidores.
A operação, se confirmada, representará uma das maiores negociações recentes no setor brasileiro de distribuição de combustíveis e pode alterar a estruturacompetitiva ao longo dos próximos anos, principalmente pela entrada de um novo operador global no país.
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