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Hábitos ao longo da vida podem reduzir risco de demência; veja quais

Alimentação, atividade física, sono e controle de doenças estão entre os fatores associados à prevenção do declínio cognitivo  |  Foto: Pexels

Publicado em 13/09/2026, às 09h21   Foto: Pexels   Andrezza Souza

Hábitos mantidos ao longo da vida podem ajudar a reduzir o risco de demência e de doenças como o Alzheimer. Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo apontam que até 45% dos fatores associados ao risco de demência são potencialmente modificáveis.

Embora o avanço da idade seja o principal fator associado à demência, outros aspectos podem ser trabalhados desde os primeiros anos de vida. Entre eles estão alimentação equilibrada, atividade física, descanso adequado, controle de doenças crônicas e estímulos cognitivos.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória e outras funções cognitivas. Com o avanço do quadro, também pode comprometer atividades do dia a dia e provocar alterações comportamentais.

Foto: Pexels
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Risco muda conforme a fase da vida

Os fatores associados à demência podem ser divididos em três períodos: início da vida, até os 17 anos; meia-idade, dos 18 aos 64; e vida tardia, a partir dos 65 anos.

Na infância e adolescência, a baixa escolaridade está associada a um menor desenvolvimento da reserva cognitiva. Já na meia-idade, hipertensão, diabetes e sedentarismo ganham destaque.

A pressão alta pode provocar danos aos vasos sanguíneos do cérebro. O diabetes está relacionado a alterações metabólicas e vasculares. Já a falta de atividade física aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares e metabólicas, com impactos também sobre a saúde cerebral.

Na vida tardia, isolamento social, poluição do ar e perda visual não tratada aparecem entre os fatores associados ao risco de demência.

Segundo neurologista do Iamspe, o isolamento social pode diminuir os estímulos cognitivos e também estar relacionado à depressão e ao sedentarismo. A poluição do ar, por sua vez, está associada a processos inflamatórios e alterações vasculares.

Cuidados começam antes da velhice

Para o neurocirurgião José Oswaldo de Oliveira Júnior, os hábitos adotados durante a vida podem ter efeito cumulativo sobre o risco.

“Quanto maior o número de comportamentos saudáveis adotados simultaneamente, maior a possibilidade de reduzir o risco”, explica o especialista.

A recomendação inclui manter uma alimentação balanceada, praticar atividade física, dormir adequadamente, controlar hipertensão e diabetes e manter o cérebro ativo por meio de novos aprendizados.

As medidas não eliminam a possibilidade de desenvolvimento de demência, mas podem contribuir para reduzir fatores de risco modificáveis e retardar o declínio cognitivo.

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