Política

Juíza morre após fazer procedimento em clínica de reprodução assistida no interior de SP

Juíza chegou a ser levada para outra unidade de saúde, mas sofreu duas paradas cardiorrespiratórias  |  Juliano Verardi/DICOM TJRS

Publicado em 07/05/2026, às 07h42   Juliano Verardi/DICOM TJRS   Bernardo Rego

A juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, morreu quarta-feira (6), após ser submetida a um procedimento em uma clínica de reprodução assistida localizada na cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

A Polícia Civil investiga o caso como  morte suspeita e morte acidental. As autoridades querem esclarecer se a morte aconteceu em virtude de possíveis falhas no atendimento ou em decorrência de complicações médicas comuns ao procedimento. As informações são do G1. 

De acordo com o boletim de ocorrência, Mariana realizou uma coleta de óvulos para fertilização in vitro na manhã de segunda-feira (4). Ainda segundo o documento, após receber alta, a paciente voltou para casa, mas passou a apresentar fortes dores e sensação de frio. Diante da piora, a mãe a levou de volta à clínica por volta das 11h.

No retorno, a juíza relatou inicialmente que acreditava ter urinado na roupa, mas a equipe médica constatou que se tratava de uma hemorragia vaginal. O médico realizou os primeiros atendimentos e chegou a fazer uma sutura na região para tentar conter o sangramento.

Após a intervenção, Mariana foi encaminhada para a Maternidade Mogi Mater e foi levada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela foi submetida a uma cirurgia, mas o quadro agravou e na madrugada de quarta-feira (6) sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. Mesmo com as tentativas de reanimação, a morte foi confirmada às 6h03.

Em nota oficial, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou a morte da magistrada e decretou luto oficial de três dias. 

"É com profundo pesar que magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do RS recebem a notícia do falecimento da Juíza Mariana Francisco Ferreira, da Comarca de Sapiranga, ocorrida nesta quarta-feira (6/5). A magistrada tinha 34 anos e foi vítima de complicações decorrentes de um procedimento cirúrgico", diz a nota do TJRS. 

"Natural de Niterói (RJ), ela ingressou no Poder Judiciário gaúcho em 12 de dezembro de 2023 e foi designada para a 1ª Vara Judicial da Comarca de Parobé. Ao assumir o cargo, deu um depoimento contando que desde sua adolescência já sonhava em se tornar Juíza de Direito, carreira para a qual começou a se preparar em 2018, cinco anos antes de prestar concurso. Em 2025, atuou no Juizado da 1ª Vara Regional de Garantias na Comarca de Porto Alegre e, em seguida, na 1ª e 2ª Vara Criminal de São Luiz Gonzaga, até ser designada em fevereiro deste ano para o Juizado da Vara Criminal de Sapiranga", acrescentou a nota do tribunal. 

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) também manifestou "profundo pesar e consternação pelo falecimento da juíza".

"Sua atuação foi marcada pela dedicação, responsabilidade e compromisso com a Justiça, deixando uma contribuição significativa à magistratura e à comunidade que serviu", escreveu a AJURIS em nota. 

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