Política
Publicado em 23/07/2026, às 14h25 Reprodução/Instagram Bernardo Rego
Após decisão liminar, a Justiça de São Paulo decidiu pela manutenção da permanência provisória do filho de Karina Kufa com o pai, Amilton Augusto da Silva Júnior. A advogada perdeu a guarda da criança após se casar com Thiago Brennand, de quem é responsável pela defesa em processos criminais. Ele está preso desde 2023 por diversas condenações.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) fez uma manifestação contra a mudança na guarda da criança. No parecer, o promotor Jefferson Leandro de Almeida afirmou que o casamento da mãe com uma pessoa presa e condenada "não caracteriza, por si só, inaptidão para o exercício da guarda nem risco concreto e atual à criança". As informações são do G1.
O órgão também afirmou que não havia, nos autos, provas de contato atual ou iminente entre o menino e Brennand. Apesar de ser contra a liminar, o MPSP é favorável à proibição de qualquer contato direto ou indireto entre a criança e Thiago Brennand.
A decisão de manter a criança provisoriamente com o pai foi assinada pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central Cível da capital.
A advogada Karina Kufa contesta a decisão alegando que não há provas concretas de que o casamento represente risco ao menino. A defesa sustenta que a própria decisão judicial reconheceu a necessidade de produção de prova técnica, ao determinar estudo psicossocial para avaliar qual arranjo atende melhor aos interesses da criança. Karina também afirma que o pai utilizou de forma seletiva um laudo psicológico produzido em 2022.
Outro argumento apresentado é que a mudança de Brasília para São Paulo — fator que a Justiça manifestou preocupação — já estava sendo planejada antes do ajuizamento da ação.
No processo que discute a guarda, o juiz afirmou que as acusações contra Brennand são "extremamente graves" e envolvem "requintes de crueldade", inclusive contra o próprio filho.
Segundo o processo, a guarda da criança é compartilhada e a casa de referência havia sido fixada com a mãe por acordo aprovado em 19 de março de 2026. Na decisão, o magistrado afirma que Karina Kufa se casou no começo de julho com Brennand.
O juiz registra que Brennand é acusado da prática de diversos crimes contra diferentes vítimas, conforme sua folha de antecedentes, e afirma que as acusações atribuídas a ele são "extremamente graves" e envolvem "requintes de crueldade", inclusive contra o próprio filho.
Diante do contexto, o magistrado afirma ser "razoável questionar se a manutenção do domicílio de referência materno atende os melhores interesses da criança". Segundo a decisão, a questão ainda depende da instauração do contraditório, da produção de provas e da análise do pedido de tutela de urgência.
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