Política
Publicado em 25/10/2026, às 22h20 Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert Andrezza Souza
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou neste domingo (25) a maior votação já registrada em um segundo turno presidencial no Brasil. Com mais de 99% das urnas apuradas, o presidente reeleito somava cerca de 64 milhões de votos, superando os aproximadamente 60 milhões obtidos em 2022, quando derrotou Jair Bolsonaro (PL).
A vitória também marcou uma virada inédita desde a adoção do segundo turno nas eleições presidenciais. Lula havia terminado a primeira etapa da disputa atrás de Flávio Bolsonaro, que recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista.
Na reta final da campanha, Lula ampliou a presença nas redes sociais, participou de debates na televisão e intensificou a mobilização de apoiadores. A estratégia buscou reverter a desvantagem registrada no primeiro turno.
A comunicação digital ganhou espaço na campanha petista, com vídeos em formato selfie e conteúdos voltados diretamente aos eleitores. O deputado federal André Janones também mobilizou apoiadores por meio do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.
Lula ainda criticou propostas econômicas de Flávio Bolsonaro, especialmente a promessa de reduzir despesas do governo. O petista argumentou que cortes poderiam afetar programas sociais, como o Bolsa Família, o Farmácia Popular e o Pé-de-Meia.
Aos 80 anos, Lula comandou o Brasil entre 2003 e 2010, em dois mandatos consecutivos, e voltou à Presidência em janeiro de 2023, após vencer Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
O novo mandato está previsto para começar em janeiro de 2027. Lula completará 81 anos em 27 de outubro, dois dias após a votação, e será o presidente mais velho a iniciar um mandato no país.
Nascido em Caetés, Pernambuco, Lula mudou-se ainda criança para São Paulo. Trabalhou como torneiro mecânico, ganhou projeção como líder sindical e participou da fundação do Partido dos Trabalhadores em 1980.
Sua primeira candidatura à Presidência ocorreu em 1989. Depois de três derrotas eleitorais, venceu em 2002 e foi reeleito em 2006. Em 2018, foi preso após condenações posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que permitiu seu retorno à disputa eleitoral em 2022.
Com a nova vitória, Lula amplia sua trajetória política e garante mais quatro anos à frente do Executivo federal.
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