Política
Publicado em 09/10/2026, às 10h19 Presidente Lula durante discurso - Foto: Agência Brasil/Ricardo Stuckert Vinicius Brito
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite de quinta-feira (8), em Brasília, a medida provisória que propõe proibir as apostas online no Brasil. Durante declaração à imprensa, o petista afirmou que, enquanto estiver na Presidência, não permitirá que recursos destinados a despesas básicas das famílias, como alimentação, sejam utilizados em apostas. Ao lado de senadores da base governista, Lula também associou o setor à lavagem de dinheiro.
Lula também criticou os clubes contrários à proibição das casas de apostas, que estão entre as principais patrocinadoras de equipes do futebol brasileiro. O presidente questionou o fato de essas instituições ainda não terem adotado o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
"Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?", indagou Lula.
As casas de apostas estão impedidas de atuar oficialmente no Brasil desde segunda-feira (5), medida que provocou reações nos bastidores do futebol nacional. O setor patrocina clubes, campeonatos e outros agentes esportivos, o que amplia o impacto da restrição sobre o financiamento da modalidade.
Durante os jogos da 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, clubes ligados à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) divulgaram um manifesto contrário à medida provisória. Com o slogan “Proibir não é proteger”, a campanha foi exibida em placas publicitárias ao redor dos gramados.
O Flamengo também aderiu ao protesto e levou a mensagem à camisa do uniforme durante o empate contra o Santos, na quinta-feira (8). A manifestação reforçou a mobilização de parte do futebol brasileiro contra a restrição às empresas de apostas.
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