Política
Publicado em 09/01/2026, às 11h07 Foto: EFE/Isaac Fontana Érica Sena
Uma manifestação realizada nesta quinta-feira (8) para marcar os três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023 terminou em confusão e agressões físicas na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O confronto envolveu militantes de esquerda, o ex-deputado estadual Douglas Garcia (União-SP) e o vereador paulistano Rubinho Nunes (União).
O evento ocorreu no Salão Nobre da instituição e foi organizado por entidades contrárias ao PL da Dosimetria, vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os organizadores estavam o Grupo Prerrogativas, o Centro Acadêmico XI de Agosto e o PT-SP, além da adesão de cerca de 40 entidades, como citado pelo site Gazeta de São Paulo.
Segundo relatos, a confusão começou quando Douglas Garcia e Rubinho Nunes chegaram ao local acompanhados de apoiadores. Eles afirmaram que foram à universidade para questionar a realização de um ato político em uma instituição pública. A presença dos parlamentares provocou reação imediata de militantes de esquerda.
Garcia subiu às galerias superiores do auditório para gravar vídeos e passou a ser hostilizado. Aos gritos de “fascista”, manifestantes o expulsaram do local com empurrões. Durante a descida pelas escadarias, o ex-deputado teve a camisa rasgada.
O confronto físico se intensificou no térreo do prédio, onde Rubinho Nunes estava. Douglas Garcia trocou socos com um dos manifestantes. Do lado de fora da universidade, ele afirmou ter reagido após ser agredido.
Ninguém é de ferro. Me bateram e eu devolvi.
Rubinho Nunes publicou vídeos em suas redes sociais mostrando o momento em que é empurrado dentro do Salão Nobre, enquanto manifestantes gritavam palavras de ordem. Do lado externo, novas provocações e tentativas de contenção foram registradas.
O deputado federal Junio Amaral (PL-MG) divulgou imagens das agressões e prestou solidariedade a Douglas Garcia, afirmando que ele agiu em legítima defesa. Já o Centro Acadêmico XI de Agosto afirmou, em nota ao jornal O Globo, que Garcia e Nunes teriam provocado o tumulto de forma deliberada.
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