Polícia
O número de mortes provocadas por policiais militares em serviço voltou a crescer em São Paulo, segundo dados do Grupo de Atuação Especial em Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp), órgão do Ministério Público.
É o terceiro ano consecutivo de aumento durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ao longo de 2025, foram registradas 672 mortes em intervenções policiais em serviço, contra 653 em 2024 (alta de aproximadamente 3%).
Considerando também ocorrências fora do horário de trabalho, o total chegou a 776 mortes, número semelhante ao do ano anterior.
Por mais que o número total geral tenha sido estável, os dados apontam uma alteração importante, já que cresceu o número de mortes durante o horário de serviço, período em que o uso de câmeras corporais é obrigatório.
Em contraste, as mortes cometidas por policiais de folga caíram para 104, o menor número da série histórica iniciada em 2017.
O aumento foi mais intenso no segundo semestre de 2025, quando começaram a ser implantados os novos modelos de câmeras da PM, que não fazem gravação ininterrupta. Foram 306 mortes no primeiro semestre e 366 no segundo.
O crescimento ocorre após dois anos de alta expressiva na letalidade policial. Em 2024, as mortes causadas por PMs aumentaram 65% em relação a 2023, impulsionadas por grandes operações, principalmente na Baixada Santista.
Já em 2022, quando o estado aumentou o uso de câmeras com gravação contínua, foi registrado o menor número de mortes da série histórica.
Após acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio, o governo paulista iniciou em junho a implantação de um novo sistema de câmeras corporais.
A previsão era distribuir 15 mil equipamentos até o fim de 2025; segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), quase 12 mil já estão em uso.
O acordo no STF prevê normas operacionais, mecanismos de fiscalização, punições em caso de descumprimento e a divulgação periódica de relatórios.
A SSP afirma que a PM publicou diretrizes obrigando o uso das câmeras, sob pena de responsabilização administrativa.
Já a Defensoria Pública e o Ministério Público informaram que participaram da elaboração dos protocolos e receberam os primeiros relatórios previstos no acordo.
*Com informações do g1
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