☰
✕

Política

Marques nega impacto de prorrogação na eleição e diz: “absoluta confiança”

Ministro Nunes Marques explica como a extensão do horário de votação não afetou a apuração e a segurança nas eleições de 2026  |  Kassio Nunes Marques durante discurso - Foto: Divulgação/TSE

Publicado em 26/10/2026, às 08h15   Kassio Nunes Marques durante discurso - Foto: Divulgação/TSE   Vinicius Brito

Em entrevista a jornalistas, Nunes Marques afirmou que a extensão do horário de votação exigiu adaptações nos procedimentos de apuração e reforço na segurança de servidores e mesários em todo o país. Segundo o ministro, a medida provocou dificuldades operacionais para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas não alterou o andamento do processo eleitoral nem comprometeu sua confiabilidade.

De acordo com o ministro, milhares de urnas eletrônicas já haviam sido encerradas quando a decisão de estender a votação foi anunciada. Como os equipamentos não permitem reabrir a votação após o encerramento, o TSE precisou suspender temporariamente o recebimento dos Boletins de Urna (BUs), para impedir o acesso antecipado às informações registradas.

Nunes Marques afirmou que a equipe técnica adotou os procedimentos necessários para contornar os entraves operacionais e dar continuidade à apuração. Segundo ele, apesar das adaptações exigidas pela mudança no horário, o processo eleitoral foi mantido sem comprometimento.

Prorrogação das eleições

A prorrogação do horário de votação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação da Coligação Brasil Pronto Pra Mais, ligada à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ação, a coligação argumentou que a redução da frota de ônibus em circulação em municípios da Bahia e de São Paulo durante o segundo turno dificultou o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.

Em Salvador, uma fiscalização da Justiça Eleitoral apontou que mais da metade da frota de ônibus habitualmente disponível em dias úteis permaneceu nas garagens, por orientação do órgão municipal de mobilidade. O caso também teve desdobramentos judiciais: o secretário de Mobilidade da capital baiana foi preso por determinação da Justiça Eleitoral.

Pouco antes da decisão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também havia recorrido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a extensão do horário de votação em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O pedido foi motivado pelas condições climáticas registradas nos três estados, que, segundo a solicitação, poderiam dificultar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.

Classificação Indicativa: Livre


TagsJustiça EleitoralLuiz Inácio Lula da SilvaSupremo tribunal federalApuraçãoFábio bolsonaro