Política
Publicado em 30/04/2026, às 15h03 Foto: Reprodução/Agência Brasil Amanda Ambrozio
Em março deste ano, o Brasil gerou o total de 228.208novos empregos com carteira assinada. Com esse resultado, o país acumula 613.373 novas vagas formais no primeiro trimestre de 2026.
Os dados fazem parte do Novo Caged, divulgado na quarta-feira (29), pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, segundo a Agência Gov.
Ao observar o panorama dos últimos 12 meses, o saldo positivo atinge a marca de 1,2 milhão de empregos, elevando o estoque total de vínculos ativos para mais de 49 milhões de trabalhadores protegidos pela legislação trabalhista.
O saldo mensal foi impulsionado por mais de 2,5 milhões de admissões frente a 2,2 milhões de desligamentos.
Geograficamente, o crescimento foi disseminado por 24 unidades federativas, com São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro liderando em números absolutos.
Proporcionalmente, estados como Acre e Roraima apresentaram as maiores variações positivas, reforçando a descentralização da oferta de trabalho.
Nos estados, o maior saldo no acumulado foi registrado em São Paulo, seguido por Minas Gerais e Santa Catarina. Já em termos relativos, o crescimento foi maior no Goiás, Mato Grosso e Santa Catarina.
O setor de Serviços se consolidou como o principal motor da economia em março, sendo responsável por 152.391 novos postos de trabalho. Outros segmentos como Construção, Indústria e Agropecuária também operaram no azul.
O Comércio foi o único setor com resultado negativo, com redução de 19.525 postos.
No acumulado do ano, a Construção e a Indústria também exibem números robustos, com foco especial em obras de infraestrutura e na fabricação de veículos e alimentos.
O balanço de março também indicou que a geração de empregos para mulheres superou a dos homens, com 132.477 novas contratações femininas, em relação a 95.731 masculinas.
Além disso, a juventude teve papel central nos índices, visto que pessoas de até 24 anos ocuparam mais de 72% das vagas geradas no mês.
A escolaridade também se destacou, com a maioria das oportunidades preenchida por profissionais com ensino médio completo, fortalecendo a base da pirâmide produtiva nacional.