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Política

Meta cumpre ordens do TSE sobre Lula e Flávio Bolsonaro a 5 dias do 2º turno

Meta respondeu dentro do prazo de 24 horas estipulado pela Justiça Eleitoral para evitar multa diária de R$1 milhão  |  Foto: Reprodução/Agência Brasil

Publicado em 20/10/2026, às 16h10   Foto: Reprodução/Agência Brasil   Marina do Val

A Meta informou, nesta terça-feira (20), que concluiu a implementação das medidas determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assegurar tratamento não discriminatório às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) na reta final do segundo turno da eleição presidencial.

A manifestação da empresa, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, ocorreu após o TSE fixar, na segunda-feira (19), um prazo de 24 horas para a comprovação do cumprimento das exigências estipuladas na semana passada, sob pena de multa diária de cerca de R$1 milhão.

"Concluímos a implementação das medidas para atender à determinação do Tribunal Superior Eleitoral", declarou a Meta em nota oficial enviada ao portal Poder360. A empresa reiterou que conteúdos e anúncios das duas candidaturas são tratados com estrita igualdade e de forma neutra.

Denúncias da campanha

Nas últimas semanas, a campanha de Lula acusou a big tech de interferência no processo eleitoral. Entre as alegações, citavam a restrição do alcance de publicações em redes sociais e falhas na ferramenta de inteligência artificial do WhatsApp, que estaria se recusando a gerar conteúdos eleitorais sobre a candidatura enquanto atendia a pedidos relativos ao adversário.

A Meta admitiu episódios de falhas técnicas, como o bloqueio acidental de anúncios de Lula, mas enfatizou que se tratou de incidentes pontuais e não direcionados exclusivamente ao cenário brasileiro.

Na segunda-feira, apoiadores do candidato do PT realizaram um protesto em frente ao escritório da Meta na capital paulista. Com slogans como "Meta, não se meta".

Lula chegou a declarar durante a campanha que enxerga tentativas de ingerência externa vindas do governo norte-americano em favor da oposição.

Foto: Divulgação/Meta
Foto: Divulgação/Meta
Foto: Divulgação/Redes Sociais

Medidas adotadas

Entre as providências anunciadas nesta terça-feira para regularizar a veiculação de conteúdos, a Meta destacou a restrição de anúncios, garantindo que apenas candidatos e partidos formalmente registrados na Justiça Eleitoral poderão veicular anúncios impulsionados nas plataformas.

Além disso, a empresa promoveu a remoção de circulação de 720 publicações contendo material gerado por inteligência artificial que não apresentavam a devida identificação exigida pelas regras eleitorais. 

Por fim, reforçou a isonomia da IA, garantindo que os critérios de aprovação ou recusa de pedidos na ferramenta de IA do WhatsApp aplicam-se igualmente a ambos os candidatos.

Apesar da declaração de cumprimento emitida pela empresa, o Comitê de Supervisão da Meta, órgão independente com sede em Londres encarregado de avaliar a moderação de conteúdo do grupo, demonstrou preocupação pública.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a instituição alertou sobre "falhas recorrentes" na gestão de postagens ligadas tanto ao pleito presidencial no Brasil quanto às eleições legislativas nos Estados Unidos, cobrando um reforço permanente nas ferramentas de integridade eleitoral.

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