Política
Publicado em 21/09/2026, às 21h20 Foto: Reprodução/ALESP Andrezza Souza
A defesa de Milton Leite apresentou um habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para pedir a revogação da prisão temporária do ex-vereador de São Paulo.
Milton Leite está preso desde sexta-feira (18), quando se apresentou à polícia em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. Ele é investigado na Operação Vectura Corrupta, que apura uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital.
No pedido, os advogados questionam a necessidade da prisão temporária e afirmam que não existem elementos suficientes para justificar a manutenção da medida. A defesa também pede que, caso a prisão não seja revogada, sejam aplicadas medidas cautelares alternativas.
Entre as opções apresentadas estão o comparecimento periódico à Justiça, a proibição de contato com investigados e testemunhas e o uso de tornozeleira eletrônica.
Os advogados também questionam a forma como Milton Leite aparece na investigação. Segundo a defesa, o ex-vereador não aparece diretamente nos diálogos citados no processo e não estaria entre os contatos de José Daniel Satilite, apontado pelas autoridades como operador e possível laranja do PCC.
Milton Leite nega qualquer ligação com a organização criminosa. Ao se entregar à polícia, afirmou que não cometeu crime e disse ter convicção de que é inocente.
A defesa também apresentou um relatório médico para questionar a permanência do ex-vereador na prisão. O documento aponta condições clínicas que, segundo os advogados, devem ser consideradas na análise do pedido.
No sábado (19), Milton Leite passou por atendimento médico após apresentar um pico de pressão no Fórum de Mogi das Cruzes. Depois, participou de audiência de custódia, que manteve a prisão temporária.
A Operação Vectura Corrupta investiga suspeitas de infiltração do PCC em empresas que atuam no transporte coletivo de São Paulo.
A Justiça determinou a prisão temporária de 16 investigados. Segundo a Polícia Civil, o período inicial das prisões é de 30 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo prazo.
As autoridades afirmam que pelo menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo da capital seriam, em tese, controladas pelo PCC. A investigação apura suspeitas envolvendo empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da São Paulo Transporte S.A. (SPTrans) Levi dos Santos Oliveira também foi preso durante a operação.
Milton Leite permanece na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes enquanto o pedido apresentado pela defesa tramita no STJ.
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