Política
Publicado em 06/08/2026, às 15h10 - Atualizado às 15h10 Gustavo Lima/STJ Bernardo Rego
Por maioria absoluta, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quinta-feira (6), determinar a perda do cargo do ministro Marco Buzzi por violação dos deveres funcionais em meio às acusações de assédio e importunação sexual, além de injúria.
Ao longo de todo o processo, o ministro negou as acusações. A defesa questiona os depoimentos das vítimas. Os advogados apresentaram um laudo de disfunção erétil e disseram que o ministro foi alvo de um conluio.
Após a decisão, as advogadas de Marco Buzzi disseram que respeitam a decisão e informaram que vão recorrer ao STF. Por unanimidade, os ministros reconheceram que Buzzi praticou infrações disciplinares. A maioria absoluta votou pela disponibilidade e pela perda do cargo. Os ministros João Otávio de Noronha, Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria votaram pela pena de aposentadoria compulsória, mas foram vencidos.
Com a decisão, Buzzi será mantido afastado do cargo e receberá salário proporcional até a conclusão dos trâmites. A Advocacia-Geral da União (AGU) vai ser informada formalmente da decisão para que acione o Supremo com uma ação pedindo que seja decretada demissão e a suspensão do pagamento. Depois disso, a AGU terá o prazo de 30 dias para pedir a perda do cargo ao STF.
Buzzi está afastado do cargo desde fevereiro. Ele também está proibido de entrar nas dependências da Corte, por decisão dos ministros. O último registro de salário que consta no Portal da Transparência do STJ é de junho, quando ele recebeu uma remuneração de R$ R$ 29 mil.
Uma jovem de 18 anos afirma ter sido vítima de importunação sexual, durante um banho de mar, em janeiro de 2026, quando passava férias com a família na casa de Buzzi em Balneário Camboriú (SC); e uma ex-funcionária de gabinete relatou episódios reiterados de assédio sexual e importunação cometidos enquanto trabalhava na equipe do magistrado no STJ.
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