Política
Publicado em 05/02/2026, às 14h38 Foto: Pexels. Bianca Novais
Ainda nas primeiras horas do dia desta quarta-feira (4), uma equipe médica do Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas da USP, iniciou uma operação delicada no interior de São Paulo.
O destino era Jaú, onde seria feita a captação do coração de um bebê de apenas três meses, falecido na cidade, após autorização da família. O órgão será transplantado em uma criança internada na capital paulista, em estado grave.
A informação foi divulgada pelo Terra, com base na cobertura da TV TEM, que acompanhou os detalhes da logística e do trabalho das equipes envolvidas.
A missão contou com apoio do programa TransplantAR, que viabiliza o uso de aeronaves privadas para agilizar o transporte de órgãos. Embora o avião estivesse disponível desde as 6h da manhã, as condições climáticas atrasaram a decolagem.
A equipe deixou o aeroporto de São Roque por volta das 9h30, com pouso previsto em uma fazenda cedida por um proprietário rural em Jaú.
Até o momento da publicação, não havia novas atualizações oficiais sobre o andamento do transporte ou do procedimento.
O órgão a ser transplantado pesa apenas gramas e está entre osmenores já registrados em procedimentos do tipo no país. A criança que aguarda o transplante está internada há mais de um ano e sobrevive graças a um coração artificial.
Ela foi diagnosticada com a Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo, conhecida como síndrome do “meio coração”, condição em que o lado esquerdo do órgão não se desenvolve adequadamente. Desde o nascimento, a criança passa por cirurgias paliativas enquanto espera por um transplante definitivo.
A cobertura do caso também ganhou um tom pessoal. Durante a transmissão da TV TEM, a repórter Mayara Corrêa revelou já ter passado por um transplante. Emocionada, ela relatou a dificuldade para dormir desde que soube da história, refletindo sobre as famílias envolvidas e a possibilidade concreta de uma vida ser salva.
Criado em 2024, o TransplantAR é uma iniciativa privada, voluntária e pioneira em São Paulo. O projeto conecta proprietários e operadores de aeronaves à logística de transplantes, com apoio do Instituto Brasileiro de Aviação e parceria com o governo estadual.
Desde sua criação, cerca de 80 voos já ajudaram no transporte de dezenas de órgãos, transformando tempo - o fator mais crítico nesses casos - em esperança para quem aguarda na fila por um transplante.
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