Política
Publicado em 20/06/2026, às 16h58 Foto: Reprodução/Freepik Fernanda Montanha
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou neste sábado (20) uma mudança na composição da gasolina no país.
Segundo ele, a mistura obrigatória de etanol anidro passará de 30% para 32% a partir da próxima quarta-feira (24), durante agenda em Primavera do Leste (MT), na entrega de obras de infraestrutura.
A medida vinha sendo acompanhada pelo setor de biocombustíveis, que aguardava definição oficial do governo. Até então, a expectativa era de que o tema fosse analisado pelo Conselho Nacional de Política Energética em reunião prevista para a mesma data, 24 de junho.
Durante o evento, o ministro destacou que o setor produtivo já esperava a decisão do CNPE em reunião marcada para 24 de junho, o que indica antecipação do anúncio em relação ao cronograma inicial discutido no mercado, segundo a CNN.
Segundo Alckmin, o aumento da participação do etanol na gasolina deve ter reflexos em diferentes áreas, incluindo preço final ao consumidor e emissões de poluentes. Ele também citou efeitos sobre a cadeia produtiva agrícola, especialmente no setor sucroenergético.
Em sua avaliação, a ampliação da mistura contribui para reduzir o custo da gasolina e estimular a produção de biocombustíveis e derivados agrícolas, como o DDG, usado na alimentação animal, além de reforçar a matriz energética de menor impacto ambiental.
No mesmo evento, o vice-presidente mencionou avanços em linhas de financiamento voltadas ao campo. O programa Moderfrota Agro registrou alta de 9,2% e contará com cerca de R$ 14 bilhões em recursos para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas.
Os valores serão liberados por instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e pela Financiadora de Estudos e Projetos, além de agentes privados de crédito.
Alckmin também tratou de negociações comerciais internacionais, destacando esforços para ampliar exportações de carne bovina. Ele afirmou que o governo busca avançar em entendimentos com a União Europeia e manter articulações com a China, além de discutir barreiras e oportunidades com os Estados Unidos, com foco na expansão do mercado externo brasileiro.