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Mulher despeja óleo quente no marido dormindo e foge com filhas em SP

Samara Cristina, grávida de seis meses, é acusada de atacar o marido com óleo quente enquanto ele dormia, em São Paulo  |  Foto: Divulgação

Publicado em 25/08/2026, às 08h34   Foto: Divulgação   Tatiana Ribeiro

Uma mulher grávida de seis meses, identificada como Samara Cristina, é investigada por tentativa de homicídio qualificado após supostamente despejar uma panela de óleo quente sobre o marido, Lucas Santos, de 23 anos, enquanto ele dormia. O caso aconteceu no Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo.

A vítima sofreu queimaduras em aproximadamente 38% do corpo, principalmente no rosto, e está internada em estado grave no Hospital Municipal do Tatuapé, onde permanece intubada. Samara afirmou ter agido em legítima defesa devido ao comportamento violento do companheiro, que estava sob efeito de drogas. 

Como aconteceu

Segundo as informações registradas pela polícia, após jogar o óleo sobre o marido, Samara teria apagado a luz e trancado o quarto onde ele estava. Na sequência, deixou a residência e encontrou um dos irmãos da vítima.

De acordo com o relato do familiar, a mulher teria dito: “Vai lá ver o que eu fiz com seu irmão”. Os familiares foram até o quarto e encontraram Lucas ferido, principalmente na região do rosto. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital.

Homicídio qualificado

Inicialmente, o caso era investigado como lesão corporal. Entretanto, após os depoimentos dos irmãos da vítima, a polícia passou a considerar a hipótese de tentativa de homicídio qualificado.

Até o momento, Samara não foi formalmente ouvida pelas autoridades. Segundo informações da família, ela continua mantendo contato telefônico com parentes do marido.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do ataque e a motivação do crime.

Casal tinha histórico de discussões

O casal está junto há aproximadamente nove meses e, segundo familiares, o relacionamento era marcado por discussões frequentes. A mulher tem duas filhas de outro relacionamento e está grávida de seis meses.

Em uma ligação para uma das irmãs da vítima, a suspeita teria afirmado que agiu em legítima defesa.

Diante da alegação, a Polícia Civil apura se o homem teria ameaçado ou agredido a companheira antes do ataque. Os investigadores também buscam esclarecer se o episódio ocorreu na presença das crianças.

Até o momento, a mulher não prestou depoimento formal à polícia. O caso é investigado pelo 50º Distrito Policial (DP), no Itaim Paulista. A apuração deverá esclarecer a dinâmica do episódio, a eventual ocorrência de agressões anteriores e a motivação do ataque.

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