Política
Publicado em 22/10/2026, às 16h00 Foto: Divulgação/Charles Vieira Amanda Ambrozio
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) investiu R$ 3,6 milhões em anúncios nas plataformas da Meta, dona do Facebook e do Instagram, na última semana da eleição. Já a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não registrou gastos com a empresa durante o segundo turno, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o Metrópoles, pagamentos foram realizados na terça-feira (20), de forma fracionada. Ao todo, a campanha de Flávio fez oito depósitos à Facebook Serviços Online do Brasil Ltda.: sete de R$ 500 mil e um de R$ 100 mil.
Integrantes do PT têm acusado a Meta de favorecer a campanha do senador nas redes sociais. Nas denúncias apresentadas à Justiça Eleitoral, os petistas apontam que publicações orgânicas de Flávio — ou seja, sem impulsionamento pago — alcançam mais usuários do que as de Lula, apesar de o presidente ter mais seguidores no Instagram.
Em nota publicada na sexta-feira (16), a Meta negou favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro e afirmou que as contas oficiais da campanha de Lula no Facebook e no Instagram nunca foram bloqueadas.
A empresa reconheceu falhas no impulsionamento de conteúdos do petista em 23 de setembro. Segundo a Meta, uma publicação foi reprovada por uma “possível tentativa de se passar por um programa social do governo”, durante uma análise mais ampla de combate a fraudes.
Além dos anúncios pagos diretamente pela campanha de Flávio, outros perfis têm investido para ampliar o alcance de publicações críticas a Lula.
Um levantamento, baseado na Biblioteca de Anúncios da Meta e referente ao período entre 6 e 19 de outubro, identificou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do perfil de Paulo Skaf, como a maior investidora no impulsionamento de uma única publicação.
Skaf é filiado ao Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
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