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“Nada a ver”: Lula descarta relação com medidas de Bolsonaro sobre combustíveis

Lula afirma que medidas atuais para combustíveis diferem das de Bolsonaro, citando fatores externos como influências no mercado.  |  Foto: Ricardo Stuckert /PT

Publicado em 01/04/2026, às 11h00   Foto: Ricardo Stuckert /PT   Fernanda Montanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (1) que as medidas adotadas por seu governo para conter o preço dos combustíveis são diferentes das aplicadas na gestão de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o cenário atual envolve fatores externos, como tensões no Oriente Médio, que impactam diretamente o mercado global.

Durante entrevista, Lula citou o conflito envolvendo o Irã e afirmou que a alta internacional do diesel está ligada a fatores geopolíticos e à restrição na oferta do produto. Ele também relembrou negociações diplomáticas passadas e criticou a atuação de potências estrangeiras no contexto, segundo o G1.

Medidas para conter os preços

Entre as ações adotadas, o governo federal anunciou a isenção de tributos sobre o diesel. De acordo com o presidente, a retirada de PIS e Cofins representa cerca de 32 centavos por litro, medida que busca evitar reajustes ao consumidor. A estratégia inclui reduzir impostos federais para segurar o impacto direto nas bombas, especialmente diante da alta global.

Além disso, o Executivo tenta negociar com os estados mudanças no ICMS, tributo que também influencia o preço final. Inicialmente, a proposta era reduzir o imposto estadual, mas houve resistência. Agora, o governo trabalha com a possibilidade de conceder subsídios à importação de diesel.

Segundo Lula, ao menos 20 estados já aderiram à ideia de apoio financeiro. A expectativa é ampliar a participação para aumentar a eficácia das medidas. Ele destacou que o objetivo é construir soluções conjuntas, evitando imposições unilaterais nas decisões tributárias.

Fiscalização e críticas a aumentos indevidos

O presidente também mencionou a atuação de órgãos de controle diante de possíveis abusos. De acordo com ele, há casos em que empresas recebem benefícios para não reajustar preços, mas ainda assim aplicam aumentos. Nesse contexto, a Polícia Federal e os Procons estaduais estão monitorando a situação.

Lula afirmou que, caso irregularidades sejam comprovadas, os responsáveis poderão ser punidos. Segundo ele, há fiscalização em curso para evitar que incentivos públicos sejam usados de forma indevida, o que pode resultar em sanções.

Comparação com medidas anteriores

Ao diferenciar sua política das ações adotadas anteriormente, o presidente citou medidas implementadas em 2022. Naquele período, o governo federal zerou tributos sobre combustíveis e aprovou mudanças no ICMS, classificando itens como essenciais.

A legislação limitou as alíquotas estaduais, o que gerou críticas de governadores por perdas na arrecadação. Na avaliação de especialistas à época, as iniciativas tiveram impacto direto na inflação, mas também forte repercussão fiscal nos estados.

Lula reforçou que, no cenário atual, as decisões buscam considerar tanto o contexto internacional quanto o diálogo com entes federativos, com foco no controle dos preços ao consumidor.

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