Política
Publicado em 16/10/2026, às 22h50 Foto: Divulgação/Charles Vieira Andrezza Souza
Flávio Bolsonaro (PL) responsabilizou o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelos juros elevados no Brasil e defendeu a saída do atual presidente como medida para melhorar as contas públicas.
“O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”, afirmou o senador nesta sexta-feira (16), durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo.
Flávio comparou as projeções de juros feitas em outubro de 2022 com a taxa de 14% que mencionou durante a entrevista. Segundo ele, a estimativa anterior apontava um patamar próximo de 7% para o período atual.
O senador afirmou que a diferença de sete pontos percentuais representaria quase R$ 1 trilhão em juros ao longo de quatro anos. Ele também declarou que a dívida pública brasileira chega a R$ 11 trilhões.
Na avaliação de Flávio, a redução dos juros permitiria direcionar mais recursos para investimentos. A partir desse argumento, ele defendeu mudanças na gestão federal e medidas de ajuste fiscal.
Questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre como pretende economizar R$ 200 bilhões sem alterar despesas com aposentadorias, saúde e educação, o senador citou o corte de ministérios, a utilização de imóveis públicos, a securitização de dívidas da União e a exploração de petróleo na Margem Equatorial.
Flávio também atribuiu prejuízos às estatais durante o governo Lula e comparou os resultados aos registrados na gestão de Jair Bolsonaro (PL). Os números foram apresentados pelo próprio senador durante a entrevista.
A jornalista questionou a viabilidade das propostas e observou que a exploração de petróleo na Margem Equatorial não deve começar antes de 2033.
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