Política

O que a Mpox causa na pele? Veja como a doença viral se manifesta

Descubra os principais sintomas da Mpox e como ela se espalha entre humanos e animais.  |  Foto: Reprodução/Divulgação

Publicado em 20/02/2026, às 08h54   Foto: Reprodução/Divulgação   Fernanda Montanha

A Mpox, conhecida popularmente como varíola dos macacos, é causada pelo vírus Monkeypox e se caracteriza por um conjunto de sintomas sistêmicos e manifestações cutâneas. Embora tenha sido inicialmente identificada em macacos, o reservatório natural do vírus está principalmente entre roedores.

Trata-se de uma zoonose que pode ser transmitida para humanos por contato direto com fluidos contaminados. Os sintomas iniciais costumam se assemelhar aos de uma infecção viral comum, o que pode dificultar a identificação imediata nos primeiros dias.

Foto: Reprodução/Divulgação

Sintomas gerais antes das lesões

A fase inicial geralmente inclui febre, dor de cabeça intensa e dores musculares espalhadas pelo corpo. Muitos pacientes relatam cansaço acentuado e sensação de mal-estar, além de calafrios, segundo o Olhar Digital.

Um sinal que ajuda a diferenciar a Mpox de outras viroses é o aumento perceptível dos linfonodos, especialmente no pescoço, axilas e virilha. Esse inchaço pode causar desconforto e dor à palpação.

Também podem ocorrer dor nas costas e fraqueza generalizada. Essa etapa costuma anteceder o surgimento das lesões na pele em alguns dias, marcando a transição para a fase mais característica da doença.

Evolução das lesões cutâneas

Após os sintomas iniciais, aparecem manchas avermelhadas planas, chamadas máculas, frequentemente no rosto, mãos e região genital. Com o tempo, essas manchas se tornam pápulas, que são lesões elevadas e firmes.

Na sequência, surgem vesículas preenchidas por líquido claro. Posteriormente, elas evoluem para pústulas com pus, geralmente dolorosas e mais profundas. Por fim, formam-se crostas que secam e caem após alguns dias.

As bolhas podem provocar dor significativa e, em certos casos, coceira. O líquido presente nessas lesões contém partículas virais, o que torna essencial evitar rompê-las, tanto para impedir a transmissão quanto para prevenir infecções bacterianas secundárias.

Mesmo depois da queda das crostas, é possível que permaneçam manchas ou cicatrizes temporárias. A extensão das marcas varia de acordo com a gravidade e os cuidados adotados durante a recuperação.

Duração e possíveis complicações

Na maior parte dos casos, o quadro é leve e autolimitado, com duração média entre 2 e 4 semanas. O tratamento é voltado principalmente para aliviar sintomas como dor e febre.

Entretanto, pessoas com imunidade comprometida, gestantes ou indivíduos com condições prévias podem apresentar complicações. Em situações mais graves, há risco de desenvolvimento de pneumonia ou encefalite, exigindo acompanhamento médico rigoroso.

Classificação Indicativa: Livre


Tags