Política
Publicado em 13/09/2026, às 08h43 Foto: Pexels Andrezza Souza
Os oceanos completaram 100 dias seguidos com temperaturas recordes em 10 de setembro. Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa) mostram que a temperatura média diária dos mares permanece em níveis inéditos desde 2 de junho.
O cenário ocorre durante um El Niño iniciado em junho e em meio ao aquecimento causado pelas emissões de gases de efeito estufa. Os oceanos absorvem cerca de 90% do calor provocado por essas emissões.
Em 10 de setembro, a temperatura média estimada da superfície do mar, fora das regiões polares, foi de 21,15°C. Em 2015, quando ocorreu um El Niño considerado muito forte, a marca registrada na mesma data foi de 20,72°C.
As temperaturas elevadas preocupam pesquisadores porque os períodos de calor estão ficando mais frequentes e duradouros. A repetição desses episódios reduz o intervalo para que os ecossistemas marinhos se recuperem dos impactos.
Os recifes de coral estão entre os mais afetados. No Brasil, a temperatura da superfície do mar aumentou 0,76°C entre 1985 e 2025. Entre 2016 e 2024, a cobertura de coral duro caiu cerca de 34%, segundo dados citados pela Folha de S.Paulo.
Os corais sustentam cerca de um quarto da vida marinha. A redução dos recifes também pode afetar comunidades que dependem da pesca.
O aumento da temperatura dos oceanos também interfere na atmosfera. Mares mais quentes fornecem mais calor e umidade, o que pode favorecer chuvas e tempestades mais intensas. A expansão da água causada pelo calor ainda contribui para a elevação do nível do mar.
Em cidades costeiras, os efeitos podem incluir erosão, ressacas, inundações e danos à infraestrutura.
Segundo a Folha, a expectativa é de que os oceanos permaneçam aquecidos nos próximos meses, especialmente com o possível agravamento do El Niño.
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