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Panetone pode acusar álcool no bafômetro em blitz? Entenda como prevenir

Alimentos fermentados podem gerar “falso positivo” no teste; especialistas explicam como agir para evitar penalidades indevidas  |  Foto: Imagem gerada por I.A

Publicado em 23/12/2025, às 10h07   Foto: Imagem gerada por I.A   Érica Sena

Com a chegada das festas de fim de ano, o consumo de panetone e chocotone aumenta significativamente nas mesas brasileiras. O que muita gente não imagina é que esses alimentos típicos da ceia podem causar um alerta inesperado para motoristas: a acusação de álcool no bafômetro, mesmo sem ingestão de bebida alcoólica.

O aviso ganhou força após testes educativos realizados pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), que mostraram que alguns alimentos industrializados e fermentados podem provocar o chamado “falso positivo” no teste do etilômetro.

Em determinadas situações, o índice registrado é suficiente para gerar autuação, caso o condutor não saiba como proceder, como citado pelo site Garagem 360.

Por que o panetone pode acusar álcool?

Foto: Freepik

O panetone passa por um processo de fermentação natural da massa, rica em açúcares. Durante esse processo, pequenas quantidades de etanol são produzidas e podem permanecer temporariamente na mucosa da boca após o consumo. Esse fenômeno é conhecido como “álcool bucal”.

Em demonstrações feitas por agentes de fiscalização, logo após a ingestão do alimento, o bafômetro chegou a registrar índices como 0,12 mg/l. Embora esse álcool não esteja presente no sangue nem nos pulmões, o aparelho pode detectá-lo se o teste for realizado imediatamente.

Outros alimentos e produtos que merecem atenção

Além do panetone, outros itens comuns no dia a dia também podem interferir no resultado do bafômetro. Entre eles estão pães de forma, especialmente os que utilizam álcool como conservante, frutas muito maduras, como bananas passadas, e bebidas fermentadas, a exemplo de kombucha e kefir. Enxaguantes bucais com álcool na fórmula também são frequentemente apontados como causadores de resultados momentâneos alterados.

O que fazer em caso de abordagem

Caso o motorista seja parado em uma blitz logo após consumir algum desses alimentos, a orientação é manter a calma e informar o agente de trânsito sobre a ingestão recente. É possível solicitar a contraprova, prevista na legislação.

O álcool bucal evapora rapidamente. Em geral, aguardar cerca de 15 minutos e realizar um novo teste, preferencialmente após um bochecho com água, é suficiente para que o resultado volte a marcar 0,0 mg/l.

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