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Política

Partidos articulam apoio a Lula ou Flávio em eventual segundo turno

A possibilidade de um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro mobiliza partidos em busca de alianças e apoio político  |  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Publicado em 03/10/2026, às 09h51   Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil   Tatiana Ribeiro

A possibilidade de um segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) deve intensificar as articulações entre partidos que optaram pela neutralidade na primeira etapa da eleição presidencial.
Caso a disputa avance para uma nova rodada, essas siglas poderão iniciar, já na próxima semana, negociações com os dois candidatos em busca de espaço e participação em um eventual futuro governo.
As conversas devem ganhar força após a votação de domingo (4). Além de definir quais candidatos seguirão para o segundo turno, o resultado da primeira etapa será acompanhado de perto como um indicador da força de cada grupo político no Congresso Nacional e nos governos estaduais.
União Progressista marca reunião

Encontros

A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, marcou para terça-feira (6) uma reunião para discutir a posição do grupo em um eventual segundo turno.
As duas legendas adotaram uma postura de neutralidade na primeira fase da eleição. Durante a campanha, porém, o cenário político mudou, e Flávio Bolsonaro passou a buscar diálogo direto com os dirigentes nacionais das siglas.
Internamente, integrantes da federação defendem uma aproximação com o candidato do PL. A possibilidade, no entanto, não é consensual entre os diferentes setores dos dois partidos.

PP paulista defende apoio a Flávio

Em São Paulo, o PP já demonstra preferência pelo apoio a Flávio Bolsonaro. Em contrapartida, lideranças e grupos políticos do Nordeste defendem que a legenda mantenha uma relação mais próxima com Luiz Inácio Lula da Silva.
Como União Brasil e PP estão formalmente reunidos em uma federação partidária, uma eventual decisão sobre o segundo turno deverá ser tomada de forma conjunta. Nacionalmente, as duas legendas precisarão apresentar uma posição única.
Apesar de as direções partidárias não terem declarado oficialmente apoio a Lula, União Brasil e PP mantêm integrantes no governo federal. A participação na administração petista também deve pesar nas discussões internas sobre os próximos passos da federação.

Republicanos e MDB entram no radar

O Republicanos também aparece entre os partidos que podem ser procurados pelas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro em uma eventual segunda etapa da eleição. Em São Paulo, a principal liderança da legenda é o governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição no estado.
O MDB é outra sigla que pode ganhar espaço nas articulações. O partido adotou neutralidade na disputa presidencial durante o primeiro turno, mas autorizou seus diretórios estaduais a estabelecer alianças de acordo com as circunstâncias políticas de cada região.

Avaliação

As duas campanhas já avaliam possíveis movimentos caso a eleição presidencial chegue ao segundo turno. O PT pretende iniciar conversas com os candidatos que ficarem pelo caminho e com suas respectivas legendas em busca de ampliar sua base de apoio.
Flávio Bolsonaro também deverá procurar novas alianças para fortalecer sua candidatura em uma eventual segunda rodada. As negociações não devem se limitar aos candidatos derrotados: dirigentes partidários e parlamentares eleitos também deverão participar das discussões sobre possíveis apoios.

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TagsSão PauloApoioLuiz Inácio Lula da SilvaFlávio bolsonaroSegundo turno

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