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Plano prevê ‘metrô aquático’ ligando represas e rios de São Paulo; veja o que se sabe

Plano municipal prevê hidrovias ligando represas da zona sul aos rios Pinheiros e Tietê, com transporte de passageiros e cargas  |  Foto: divulgação/Prefeitura de SP

Publicado em 10/03/2026, às 20h12   Foto: divulgação/Prefeitura de SP   Ana Caroline Alves

A cidade de São Paulo estuda a criação de uma rede de transporte fluvial que pode chegar a cerca de 75 quilômetros de extensão. A proposta faz parte do Plano Municipal Hidroviário e prevê rotas navegáveis conectando represas da zona sul a importantes rios da capital.

O sistema, apelidado de “metrô aquático”, incluiria trajetos pela Represa Billings, Represa Guarapiranga, Rio Pinheiros e Rio Tietê, formando um corredor contínuo de mobilidade urbana entre diferentes regiões da cidade, as informações são da Gazeta de São Paulo.

Rede hidroviária pode ultrapassar 70 km

Segundo os mapas apresentados durante a consulta pública do plano, a soma dos principais trechos previstos poderia ultrapassar 70 quilômetros de hidrovias urbanas.

O eixo do Rio Pinheiros teria aproximadamente 25 km navegáveis entre a região de Jurubatuba e o encontro com o Rio Tietê. Já o trecho urbano do Tietê poderia ter entre 18 e 20 km de navegação.

Nas represas da zona sul, o plano também prevê trajetos fluviais: a área navegável da Represa Billings poderia alcançar cerca de 20 km, enquanto a Represa Guarapiranga teria aproximadamente 12 km destinados ao transporte hidroviário.

Transporte de passageiros e logística urbana

De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo, o projeto prevê o uso das hidrovias tanto para transporte de passageiros quanto para movimentação de cargas.

A proposta inclui a criação de ecoportos ao longo das rotas, que funcionariam como pontos de embarque e desembarque, além de estruturas de apoio logístico. Esses espaços também poderiam ser utilizados em operações ligadas à gestão de resíduos e serviços urbanos.

O plano também contempla infraestrutura complementar para viabilizar a navegação, como marinas, estaleiros e eclusas, sistemas que permitem que embarcações ultrapassem diferenças de nível da água ao longo dos rios.

Divulgação: Prefeitura de SP

Projeto ainda depende de estudos técnicos

A iniciativa faz parte do Programa de Metas 2025–2028 da prefeitura de São Paulo. As primeiras prioridades incluem a implantação de novos atracadouros na Represa Billings e a estruturação do sistema hidroviário na Represa Guarapiranga.

Se implementado integralmente, o sistema pode representar uma nova alternativa de mobilidade urbana na capital paulista, utilizando os próprios cursos d’água da cidade como rotas de transporte.

Classificação Indicativa: Livre


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