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Policiais de SP podem ter aumento de 10% e novas linhas de carreiras; veja o que muda

Projetos enviados à Alesp preveem reajuste linear de 10% e mudanças nas carreiras das polícias, com novas regras para acelerar promoções  |  Foto: Divulgação/Agência SP.

Publicado em 19/03/2026, às 21h07   Foto: Divulgação/Agência SP.   Bianca Novais

O governo de São Paulo encaminhou à Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (18), um pacote de projetos que promete mexer diretamente com a remuneração e a progressão de carreira de policiais no estado.

Segundo a Agência SP, a proposta prevê aumento salarial linear de 10% para integrantes das Polícias Civil, Militar e Técnico-Científica, além de mudanças nas regras de promoção.

A medida ainda depende de aprovação dos deputados estaduais e de sanção do governador Tarcísio de Freitas para entrar em vigor.

Foto: Divulgação/Governo de SP.

Reajuste e impacto

De acordo com o governo, o aumento faz parte de uma política de valorização das forças de segurança. Na atual gestão, o reajuste médio acumulado das carreiras policiais já chega a 35%, superando a inflação registrada entre 2023 e 2025, estimada em cerca de 14%.

Com a incorporação de aumentos anteriores ao orçamento, o impacto total nas remunerações pode alcançar aproximadamente 55%. Outro ponto destacado é a alíquota previdenciária de 10,5%, considerada baixa em comparação com outros estados, o que amplia o rendimento líquido dos profissionais.

Promoções na PM

Para a Polícia Militar, a proposta prevê mudanças práticas já em 2026. Um dos destaques é a promoção de 10,6 mil soldados de 2ª para 1ª classe ainda neste ano. Desse total, 80% devem subir de posto de forma imediata, enquanto o restante será promovido até dezembro, em etapas.

As demais promoções dependerão da regulamentação do quadro de vagas, com previsão de avanço gradual ao longo dos próximos anos. O impacto orçamentário estimado para 2026 é de R$ 15 milhões.

Novas regras na Polícia Civil

Na Polícia Civil, o plano altera critérios de progressão, que passam a combinar tempo de serviço, avaliação de desempenho, cursos de aperfeiçoamento e ausência de punições disciplinares.

O novo modelo também reduz o tempo necessário para alcançar os níveis mais altos da carreira. A progressão completa até a classe especial poderá ocorrer em até 18 anos, sem limitação de vagas. Antes, o prazo podia ultrapassar três décadas.

O impacto financeiro mensal dessas mudanças é estimado em R$ 3,6 milhões.

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