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Procon notifica Mercado Livre por anúncios de placas veiculares irregulares

Mercado Livre terá 10 dias para explicar como fiscaliza vendedores e impede a venda de placas de carros e motos por empresas sem credenciamento  |  Foto: Pexels/Wolf Art

Publicado em 05/08/2026, às 20h50   Foto: Pexels/Wolf Art   Andrezza Souza

O Procon Paulistano notificou o Mercado Livre para prestar esclarecimentos sobre anúncios de placas de identificação veicular comercializadas na plataforma por vendedores que podem não possuir o credenciamento exigido pela legislação.

A empresa terá 10 dias para informar quais mecanismos utiliza para impedir a oferta desse tipo de produto por empresas não autorizadas, além de detalhar como verifica a regularidade dos anunciantes e quais medidas adota para remover publicações consideradas irregulares.

A notificação foi emitida após a equipe de fiscalização do órgão identificar anúncios de placas para carros e motocicletas, incluindo o padrão Mercosul, que podem estar em desacordo com a Resolução nº 969/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A norma determina que a fabricação e a estampagem de placas de identificação veicular sejam realizadas apenas por empresas credenciadas.

Segundo o Procon Paulistano, a fiscalização busca ampliar a segurança nas relações de consumo e impedir a comercialização de produtos que dependem de autorização específica para serem produzidos ou vendidos.

Foto: Pexels/Deybson Mallony

Entre os pontos cobrados pelo órgão estão os critérios utilizados pelo marketplace para identificar vendedores irregulares, os procedimentos adotados para excluir anúncios em desacordo com a legislação e as medidas que serão implementadas para reforçar o controle sobre esse tipo de oferta.

De acordo com o Procon, anúncios de placas comercializadas por valores entre R$ 20 e R$ 30 podem facilitar o uso irregular desses itens, especialmente em motocicletas utilizadas em crimes, dificultando a identificação dos veículos pelas autoridades.

Em nota divulgada junto à notificação, o diretor de Fiscalização do Procon Paulistano, Octávio Castro, afirmou que plataformas de comércio eletrônico devem adotar mecanismos eficazes para impedir a venda de produtos em desacordo com a legislação e garantir maior segurança aos consumidores.

O órgão informou ainda que, caso a empresa não apresente resposta dentro do prazo estabelecido, poderá adotar as medidas administrativas previstas no Código de Defesa do Consumidor, incluindo a aplicação de multa e o encaminhamento do caso aos órgãos competentes para eventual responsabilização civil e administrativa.

Classificação Indicativa: Livre


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