Política
Publicado em 05/10/2026, às 06h30 Foto: Reprodução/Redes Sociais Andrezza Souza
Lucas Pavanato (PL) foi eleito deputado federal com a maior votação da história de São Paulo. Aos 26 anos, ele recebeu 3.038.438 votos, segundo os dados finais apresentados na apuração.
Com o resultado, Pavanato também ficou em segundo lugar entre os deputados federais mais votados do Brasil nas eleições de 2026, atrás de Nikolas Ferreira, que recebeu 3.113.221 votos em Minas Gerais.
Antes de chegar à disputa pela Câmara dos Deputados, Pavanato ganhou projeção como militante do Movimento Brasil Livre (MBL). Depois, rompeu com o grupo e passou a se aproximar do bolsonarismo.
Em 2024, foi eleito vereador de São Paulo com 161.386 votos, tornando-se o candidato mais votado para a Câmara Municipal naquele ano.
Entre as propostas que pretende levar para Brasília estão o fim das cotas raciais, das cotas de gênero e das cotas destinadas à população trans.
O deputado eleito também defende a redução da maioridade penal para crimes hediondos, o fim do aborto e a privatização de empresas estatais.
Outra pauta presente em sua atuação política envolve a população trans. Pavanato defende a proibição de terapias hormonais de transição de gênero para menores de 18 anos.
Ele também apresentou propostas relacionadas ao uso de banheiros, defendendo que o acesso seja definido pelo sexo biológico atribuído no nascimento.
Em março de 2026, protocolou ainda uma proposta para acabar com as cotas raciais em concursos públicos municipais.
Durante o mandato na Câmara Municipal de São Paulo, Pavanato apresentou 100 projetos de lei. Segundo a notícia-base, seis haviam sido aprovados e outros 94 permaneciam em tramitação.
Entre as propostas aprovadas estão a criação do Dia da Música Clássica nas escolas municipais, a mudança do nome de um viaduto e a inclusão do Dia Municipal de Combate à Violência Infantil no calendário da cidade.
Também apresentou um projeto relacionado à regulamentação do transporte de passageiros por motocicletas oferecido por aplicativos na capital.
Desde o início do mandato, Pavanato também defendia a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar organizações não governamentais (ONGs) que atuam com moradores em situação de rua.
Segundo o material, essa deve ser uma das primeiras pautas que pretende levar à Câmara dos Deputados.
Pavanato ganhou notoriedade por vídeos em que abordava estudantes da Universidade de São Paulo (USP) para discutir questões políticas.
Em uma dessas ações, realizada em 2023, ele questionou estudantes sobre Karl Marx e Adam Smith. O vereador foi posteriormente condenado a indenizar uma estudante em R$ 8 mil após ela aparecer em um dos vídeos.
Em maio de 2025, outra ação realizada na USP trazia a frase “Bolsonaro é melhor que Lula! Prove o contrário”.
Durante a campanha de 2026, Pavanato também entrou em confronto político nas redes sociais com a deputada federal Erika Hilton (PSOL), que foi reeleita.
O conteúdo publicado por Pavanato sobre Hilton chegou à Justiça Eleitoral. Inicialmente, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou a retirada da publicação. Após recurso, a maioria dos magistrados entendeu que não havia falsidade ou distorção grave suficiente para justificar a remoção.
Pavanato afirma ter três referências na política: o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-vereador Fernando Holiday e o deputado federal Nikolas Ferreira.
Apesar de reconhecer proximidade política com Nikolas, ele rejeita o apelido de “Nikolas de São Paulo” e afirma ter uma personalidade própria.
Durante a campanha, Pavanato também fez dobradinha eleitoral com Eduarda Campopiano (PL), que foi a candidata mais votada para deputada estadual em São Paulo.
Após o resultado, Pavanato atribuiu sua votação à força do conservadorismo no estado e afirmou que a direita “veio para ficar”.
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