Política

Quem é o “Sicário” apontado pela PF em esquema ligado ao Banco Master

Investigação indica que estrutura informal de vigilância teria custo mensal estimado em R$ 1 milhão e atuava para monitorar supostos adversários do banqueiro Daniel Vorcaro  |  Foto: reprodução

Publicado em 04/03/2026, às 20h09   Foto: reprodução   Ana Caroline Alves

Uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) trouxe novos detalhes sobre a atuação de um grupo informal investigado na terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

De acordo com os autos, a estrutura seria usada para monitorar, acompanhar e pressionar pessoas consideradas rivais do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Entre os nomes citados na investigação está o de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado pelos investigadores pelo codinome “Sicário”. Segundo a PF, ele exerceria papel central na coordenação das atividades do grupo, apelidado de “A Turma”, as informações são do Metrópoles.

Papel estratégico dentro do grupo investigado

Conforme descrito na decisão judicial, Mourão seria responsável por articular ações de vigilância, levantar informações e acompanhar indivíduos vistos como críticos ou adversários do banqueiro.

As mensagens analisadas pela Polícia Federal apontam que ele atuava como uma espécie de elo operacional, organizando tarefas e distribuindo funções entre integrantes com histórico na área de segurança.

Os investigadores sustentam que a atuação do grupo não se limitava à coleta passiva de informações. Há indícios de acompanhamento sistemático de alvos e de tentativas de interferência em apurações em curso, o que reforçou o pedido por medidas cautelares mais severas.

Foto: Divulgação

Financiamento milionário e decisões judiciais

As conversas apreendidas indicam que a estrutura investigada teria um custo mensal estimado em cerca de R$ 1 milhão. O valor, segundo a PF, seria destinado tanto à manutenção das operações quanto ao pagamento dos integrantes. Em diálogos citados no processo, Mourão afirma que os recursos eram repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e depois redistribuídos internamente.

Além de Mourão, a apuração menciona a participação do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que também faria parte do grupo. Para os investigadores, o conjunto de elementos aponta para a existência de uma rede privada de vigilância com objetivos específicos.

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o empresário sempre colaborou com as autoridades, negou qualquer tentativa de obstrução da Justiça e declarou confiar no esclarecimento dos fatos dentro do devido processo legal.

Classificação Indicativa: Livre


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