Política
Publicado em 06/05/2026, às 20h40 Foto: Reprodução/TV Globo. Bianca Novais
Um edifício ocupado por 33 famílias foi desocupado na manhã desta quarta-feira (6), no cruzamento das ruas Oscar Freire e Peixoto Gomide, na região dos Jardins, zona oeste de São Paulo.
A ação atendeu a uma determinação da Justiça e contou com apoio da Polícia Militar, que informou que a operação ocorreu de forma pacífica. As informações são do g1.
Durante a execução da ordem, trechos das vias no entorno chegaram a ser interditados para a circulação de veículos. A medida buscou garantir a segurança da operação, que envolveu equipes do Judiciário e acompanhamento de órgãos municipais.
A ordem de reintegração de posse foi fundamentada em laudos técnicos que apontaram condições precárias na estrutura do imóvel, incluindo risco de desabamento. Um parecer da Defesa Civil reforçou a necessidade de retirada imediata dos ocupantes, destacando o perigo à integridade das famílias.
A decisão judicial foi expedida em abril deste ano pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), autorizando inclusive medidas como arrombamento, caso houvesse resistência. Ainda assim, segundo as autoridades, não houve necessidade de uso de força durante a desocupação.
O processo de reintegração tramita desde 2016. O prédio já havia sido desocupado anteriormente, mas acabou sendo reocupado, o que levou à nova determinação judicial. Desde 2018, equipes da Secretaria Municipal da Habitação acompanham a situação das famílias que viviam no local.
Em setembro de 2025, foi firmado um acordo para desocupação voluntária das famílias cadastradas, mas a permanência no imóvel continuou até a execução da decisão judicial desta semana.
De acordo com a Prefeitura de São Paulo, as famílias afetadas recebem auxílio-aluguel, benefício que segue sendo pago regularmente.
Além disso, os moradores têm acesso à rede socioassistencial do município, com atendimento em equipamentos como o CRAS Pinheiros, programas de transferência de renda e acompanhamento educacional para crianças.
A administração municipal também destacou que o caso se trata de uma disputa entre particulares, cabendo ao poder público prestar suporte técnico e social, sem participação direta na ação judicial.