Política
Publicado em 04/08/2026, às 11h10 Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Amanda Ambrozio
O Republicanos decidiu adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano.
A decisão foi oficializada nesta terça-feira (4), durante a convenção nacional do partido, em Brasília, e representa um revés para a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que buscava ampliar sua coligação a poucos dias do prazo final para registro das chapas.
Segundo o presidente nacional da legenda, deputado Marcos Pereira, a decisão foi tomada após consulta às executivas estaduais. Na véspera da convenção, o dirigente já havia comunicado o posicionamento ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Em nota, o Republicanos afirmou que a independência institucional foi construída de forma coletiva e leva em consideração a diversidade de alianças regionais e o crescimento da legenda nos estados.
O partido ressaltou que a neutralidade "não representa ausência de princípios nem de posicionamento político", mas busca preservar a autonomia dos diretórios estaduais e a unidade partidária.
De acordo com o g1, 17 dos 27 diretórios estaduais se manifestaram a favor da neutralidade.
Outros nove defenderam o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, enquanto um diretório apoiou a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão segue o mesmo caminho adotado pela federação União Brasil-Progressistas, que também optou por não declarar apoio formal a nenhum candidato ao Palácio do Planalto.
Com isso, o PL segue sem definir um nome para compor a vaga de vice na chapa presidencial. O prazo para o registro das candidaturas termina nesta quarta-feira (5).
Apesar da posição nacional, o Republicanos informou que os diretórios estaduais continuam livres para estabelecer alianças em seus respectivos estados.
Em São Paulo, por exemplo, lideranças da legenda já manifestaram apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Nos bastidores, dirigentes do Sul e do Sudeste defendiam uma aproximação com o PL, enquanto lideranças do Nordeste e nomes influentes da legenda, como o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, atuaram pela manutenção da neutralidade.
Na nota divulgada após a convenção, o partido reafirmou o compromisso com bandeiras como responsabilidade fiscal, fortalecimento das instituições, segurança jurídica e desenvolvimento econômico.
Além disso, destacou que a prioridade da legenda será ampliar sua representação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal nas eleições deste ano.
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