Política
Publicado em 23/09/2026, às 07h35 Foto: Reprodução/TV Globo Marina do Val
A circulação de trens na Linha 9-Esmeralda do transporte ferroviário opera de forma alterada e com maior intervalo entre as composições na manhã desta quarta-feira (23).
A medida preventiva de segurança foi adotada após as fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo entre a noite de ontem e a madrugada de hoje, gerando pontos de alagamento e alto risco de deslizamento de terra próximos à faixa de domínio dos trilhos na Zona Sul da capital.
Para garantir a integridade física de milhares de passageiros e evitar acidentes no trecho de vulnerabilidade do solo, a concessionária ViaMobilidade, responsável pela administração da linha, precisou restringir drasticamente a operacionalidade da via.
Na estação Primavera-Interlagos, a operação do trecho foi afunilada: tanto o embarque quanto o desembarque de passageiros nos sentidos Osasco e Bruno Covas-Mendes/Vila Natal estão ocorrendo temporariamente por uma única plataforma.
Na prática, os trens precisam aguardar a liberação do trecho de via única antes de avançar, gerando um "efeito cascata" por toda a extensão da linha.
A alteração na infraestrutura provocou reflexos imediatos na rotina de quem depende do transporte para ir ao trabalho ou a compromissos logo nas primeiras horas do dia.
Com a redução do fluxo, o acúmulo de passageiros gerou plataformas sobrecarregadas em estações de grande fluxo, como Santo Amaro, Pinheiros e Morumbi, enquanto o tempo médio de espera aumentou consideravelmente em relação ao padrão usual do horário de pico matutino.
Para mitigar os impactos e orientar os usuários, avisos sonoros são veiculados constantemente nos alto-falantes das estações e trens, ao mesmo tempo em que equipes de apoio orientam os passageiros sobre o fluxo das filas e as alterações nos embarques.
Devido ao risco de colapso de encosta no trecho afetado, as composições trafegam com velocidade reduzida por medida de precaução.
Geólogos, engenheiros de infraestrutura e equipes da Defesa Civil acompanham de perto a estabilidade do solo e do talude atingido pela chuva, além de manterem o monitoramento das condições meteorológicas em tempo real.
A concessionária informou ao Metrópoles que a operação regular em ambas as plataformas e a normalização da velocidade só serão restabelecidas após a emissão de um laudo técnico que garanta total segurança estrutural no local.
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