Política
Publicado em 11/05/2026, às 16h37 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Amanda Ambrozio
O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (11) que não disputará a Presidência da República em 2026.
A decisão foi comunicada durante o Fórum Otimista Brasil 2026, realizado na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo.
Ciro revelou que o foco de sua carreira política agora retorna à sua base regional.
"Queria ser uma opção para essa polarização, mas pendi para o Ceará", afirmou Ciro, confirmando que o lançamento oficial de sua candidatura ao governo cearense ocorrerá no próximo sábado, 16 de maio.
Após retornar recentemente ao PSDB, Ciro havia sido convidado pelo presidente nacional do partido, Aécio Neves, para encabeçar a chapa presidencial.
Embora tenha recebido a proposta com "surpresa e alegria", o político optou por não tentar o Palácio do Planalto pela quinta vez. Em sua última disputa, em 2022, Ciro terminou em quarto lugar com cerca de 3% dos votos válidos.
O evento na FAAP também contou com a presença do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), pré-candidato ao Senado. Ciro e Derrite conversaram por cerca de dez minutos na recepção do teatro, onde compartilharam críticas à gestão federal da segurança pública.
Durante seu painel, Ciro utilizou a famosa frase "Houston, temos um problema" para ilustrar a crise no setor, acusando o governo de priorizar gastos com propaganda em detrimento de investimentos reais em segurança, segundo o G1.
Na ocasião, Derrite demonstrou preocupação com a candidatura de Ricardo Salles (Novo-SP) ao Senado, alegando que o excesso de candidatos da direita pode favorecer a esquerda nas duas vagas em disputa.
O parlamentar afirmou que cabe agora ao governador Tarcísio de Freitas mediar a situação entre Salles e André do Prado (PL-SP), o nome escolhido pela família Bolsonaro e pelo governo estadual para compor a chapa com Derrite.
Em sua palestra, ele defendeu o endurecimento de penas, mas ressaltou: "Bandido bom é bandido preso. Não sou do tipo que defende que bandido bom é bandido morto".
O Fórum ainda reuniu lideranças do setor imobiliário e secretários municipais para debater as perspectivas políticas e sociais do Brasil para o próximo ciclo eleitoral.
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