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São Paulo amplia vacinação contra dengue e inclui novos públicos; veja quem pode se imunizar

Capital paulista estende campanha da dengue para pessoas de 59 anos e profissionais da saúde, mantendo atendimento amplo nas UBSs  |  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

Publicado em 04/05/2026, às 18h09   Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.   Bianca Novais

A cidade de São Paulo ampliou, nesta segunda-feira (4), o público-alvo da vacinação contra a dengue, passando a incluir pessoas com 59 anos e todos os profissionais da saúde.

A medida, divulgada pela Agência Brasil, busca reforçar a proteção contra a doença em um cenário de atenção contínua à circulação do vírus.

Com a atualização, a imunização segue disponível também para trabalhadores da atenção primária e adolescentes entre 10 e 14 anos.

Para esse grupo mais jovem, o esquema vacinal prevê duas doses do imunizante QDenga, já em aplicação na rede municipal.

Foto: Tony Winston/Ministério da Saúde

Ampliação estratégica

A decisão de ampliar o público ocorre em meio ao esforço da Secretaria Municipal da Saúde para reduzir casos graves e óbitos associados à dengue.

A coordenadora da Vigilância em Saúde, Mariana Araújo, destacou que a vacinação é uma das principais ferramentas para conter o avanço da doença e proteger grupos mais expostos.

Os interessados podem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. O atendimento também ocorre nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) integradas, com oferta inclusive aos sábados e feriados, ampliando o acesso da população.

Avanço da campanha

Desde o início da vacinação de trabalhadores da atenção primária, em fevereiro, foram aplicadas 17.835 doses. Entre os adolescentes, o número é significativamente maior: 930.771 doses já foram administradas, sendo 567.572 primeiras aplicações e 363.199 segundas doses.

Os dados indicam avanço na adesão, embora ainda haja espaço para ampliação da cobertura, especialmente com a inclusão de novos públicos.

Eficácia comprovada

Informações do Instituto Butantan apontam que profissionais de saúde já imunizados não apresentaram sintomas graves nem necessitaram de hospitalização por dengue. A eficácia do imunizante contra formas graves ou com sinais de alerta foi estimada em 80,5%.

Além disso, estudos divulgados em março indicam que a proteção oferecida pela vacina pode durar pelo menos cinco anos após a aplicação. O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado.

Próximos passos

A ampliação da campanha representa mais uma etapa na estratégia de enfrentamento à dengue na capital paulista. A expectativa é que a inclusão de novos grupos aumente a cobertura vacinal e contribua para reduzir a pressão sobre o sistema de saúde nos períodos de maior incidência da doença.

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