Política
Publicado em 04/08/2026, às 15h55 Foto: Magnific Amanda Ambrozio
A confirmação do 16º caso de sarampo em São Paulo reforça o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação, principalmente entre crianças com menos de 5 anos, grupo mais vulnerável às complicações da doença.
O caso mais recente é de um bebê com menos de um ano, morador da capital paulista, que havia recebido apenas uma dose da vacina tríplice viral.
Neste ano, o estado já contabiliza 16 casos confirmados: 13 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação para toda a população de 6 meses a 59 anos nos três municípios, independentemente do histórico vacinal, como estratégia para interromper a circulação do vírus.
A campanha começou nesta segunda-feira (3). Na capital, as doses estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e AMAs/UBSs Integradas.
A ação segue até 1º de setembro e inclui também os demais imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação.
Segundo o presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Eduardo Jorge da Fonseca Lima, o sarampo está longe de ser uma doença benigna, especialmente para crianças menores de um ano.
"A pneumonia é a principal causa de morte nesse grupo. O vírus também pode provocar encefalite, diminuir a imunidade e abrir caminho para outras infecções graves", explica o especialista.
Além da pneumonia, o sarampo pode causar otite, encefalite aguda e sequelas neurológicas irreversíveis.
O médico alerta ainda para a chamada "amnésia imunológica", fenômeno em que o vírus reduz a memória do sistema imunológico, tornando a criança mais suscetível a outras doenças.
O sarampo é transmitido por vias respiratórias e provoca febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar.
O esquema vacinal prevê duas doses da vacina: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral, de acordo com a Folha de S. Paulo.
Já bebês de 6 a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo devem receber a chamada dose zero, conforme orientação do Ministério da Saúde.
A Secretaria Estadual da Saúde reforça que a vacina é gratuita e está disponível nas UBSs dos 645 municípios paulistas. A meta é ampliar a cobertura vacinal, interromper a transmissão do vírus e evitar novos casos da doença no estado.
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