Política
Publicado em 04/10/2026, às 22h00 Foto: Reprodução/Vídeo Andrezza Souza
Sergio Moro (PL), de 54 anos, foi eleito governador do Paraná no primeiro turno das eleições deste domingo (4). Com 99,72% das urnas apuradas, o ex-juiz recebeu 50,13% dos votos.
Sandro Alex (PSD), candidato apoiado pelo atual governador Ratinho Jr., ficou em segundo lugar, com 25,34%. Requião Filho (PDT), candidato do campo progressista, teve 23,47% dos votos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não havia concluído a apuração, mas Moro já estava matematicamente eleito. A disputa chegou perto de um segundo turno.
Com a saída de Moro do Senado, o primeiro suplente, o advogado Luis Felipe Cunha, assumirá a cadeira. Ele permanecerá no cargo até fevereiro de 2031 e nunca exerceu um mandato eletivo.
Moro foi juiz e ministro da Justiça e Segurança Pública durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele ganhou projeção nacional à frente dos processos da Operação Lava Jato.
A trajetória do ex-juiz foi posteriormente marcada por questionamentos relacionados à sua atuação nos processos. A notícia-base também cita vazamentos de mensagens que apontaram para a parcialidade dos julgamentos e para interferências políticas no processo.
Antes de chegar ao governo estadual, Moro havia sido eleito senador pelo Paraná em 2022, quando estava filiado ao União. Naquele pleito, recebeu 33,5% dos votos.
Na disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Paraná, Filipe Barros (PL) recebeu 27% dos votos válidos e Deltan Dallagnol (Novo), 25%.
Barros, de 35 anos, é advogado e iniciou sua trajetória eleitoral como vereador de Londrina. Depois, foi eleito deputado federal em 2018 pelo então Partido Social Liberal (PSL).
Dallagnol, de 46 anos, é ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF) e coordenou a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba entre 2014 e 2020.
A situação eleitoral de Dallagnol, porém, ainda dependia de uma decisão do TSE. O tribunal deveria analisar a possibilidade de indeferimento de sua candidatura. Em 2023, a Corte havia cassado seu mandato de deputado federal por fraude à Lei da Ficha Limpa.
Os novos senadores terão mandato de oito anos no Legislativo federal. A apuração dos votos ainda não havia sido encerrada pelo TSE.
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