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Setembro Amarelo: sinais de alerta na saúde mental infantojuvenil

Hospital Geral de Taipas reforça atendimento psiquiátrico especializado para crianças e adolescentes durante Setembro Amarelo  |  Médico e paciente no consultório - Foto: Divulgação/IA

Publicado em 18/09/2026, às 11h31   Médico e paciente no consultório - Foto: Divulgação/IA   Vinicius Brito

Durante o Setembro Amarelo, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforça a necessidade de atenção à saúde mental de crianças e adolescentes. Mudanças de comportamento, dificuldades de convivência, alterações no sono ou na alimentação e problemas no desempenho escolar podem indicar que algo não vai bem e demandar acompanhamento profissional.

Sinais de atenção

A psiquiatra Bruna Laursen, do Hospital Geral de Taipas, na zona norte de São Paulo, explica que, diferentes fatores podem estar relacionados à aflição psicológica entre crianças e adolescentes. Entre os impactos mais destacados do pós-pandemia está o massivo uso de telas, comparação social, cyberbullying e alterações na dinâmica familiar. 

 “Soma-se a isso o diagnóstico mais precoce de transtornos do neurodesenvolvimento, sobretudo na faixa de 5 a 9 anos, e mudanças na dinâmica familiar e na rotina escolar, que também pressionam a saúde mental dessa população” , completa a psiquiatra.

Atendimento especializado

Na capital paulista, o Hospital Geral de Taipas dispõe de atendimento especializado em psiquiatria para o público infantojuvenil, aumentando seu alcance durante o Setembro Amarelo. A unidade mantém 16 vagas para casos que necessitam de cuidados hospitalares devido à gravidade do quadro. O período de permanência varia de acordo com a resposta ao tratamento e a avaliação da equipe médica. O encaminhamento dos pacientes é realizado pela Central de Regulação Estadual

Apenas em casos específicos é indicado a internação, quando há a necessidade de acompanhamento profundo, garantindo a segurança da pessoa. Depois desse período, é de suma importância que o paciente tenha prosseguimento no cuidado, além de ter o suporte da sua família e a rede de apoio estejam envolvidas no acompanhamento

Onde buscar ajuda

Zé Gotinha durante consientização da saúde mental: Foto: Reprodução/Secretparia Municipal de Saúde (SP)

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS reúne diferentes serviços para acolhimento, avaliação e acompanhamento de pessoas em sofrimento mental. A porta de entrada pode ocorrer pela Atenção Básica e pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), enquanto situações de urgência e emergência podem ser atendidas em serviços como UPAs, prontos-socorros e pelo SAMU 192.

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