Política
Publicado em 20/02/2026, às 10h26 Foto: Divulgação/Agência SP. Bianca Novais
Secas prolongadas, tempestades intensas e incêndios florestais já fazem parte da rotina paulista. Para enfrentar esses impactos, o Governo de São Paulo estruturou o Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC), coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e lançado em junho do ano passado. As informações são da Agência SP.
O plano estabelece diretrizes, metas e mecanismos de monitoramento para orientar políticas públicas ao longo da próxima década. A proposta é preparar São Paulo para os efeitos das mudanças climáticas com foco em prevenção, infraestrutura resiliente e redução de desigualdades.
A construção do PEARC contou com consulta pública ao longo de 2024. Mais de mil pessoas participaram de rodas de conversa, reuniões e eventos. Foram recebidas mais de 600 contribuições de órgãos públicos, empresas, organizações da sociedade civil e comunidades vulnerabilizadas. Cerca de 70% das propostas foram incorporadas ao texto final.
Segundo a secretária da Semil,Natália Resende, o plano consolida o protagonismo paulista na agenda climática ao integrar ações ambientais e sociais em uma política de Estado.
O PEARC está estruturado em cinco eixos temáticos: Biodiversidade, Segurança Hídrica, Segurança Alimentar e Nutricional, Saúde Única e Zona Costeira. Há ainda dois eixos transversais: Justiça Climática e Infraestrutura.
Na Biodiversidade, o plano prevê reforço na prevenção e combate a incêndios, atendimento à fauna afetada e restauração ecológica. Em Segurança Hídrica, prioriza a preservação de nascentes e a ampliação e eficiência do saneamento básico.
Já na área de Segurança Alimentar, as ações incluem fortalecimento das compras públicas da agricultura familiar, estímulo à permanência das famílias no campo e garantia de produção, armazenamento e acesso a alimentos, sobretudo em situações de eventos extremos.
O eixo de Justiça Climática orienta o enfrentamento do racismo ambiental, a promoção da igualdade de gênero e a melhoria das condições de vida de populações vulnerabilizadas. O de Infraestrutura busca integrar adaptação climática ao planejamento estadual em setores como transporte,energia, saneamento, saúde e habitação.
A fase inicial reúne 46 ações e 101 subações previstas para os três primeiros anos. No total, o plano consolida 49 ações e 236 subações, organizadas em três ciclos ao longo de dez anos.
A execução será acompanhada por indicadores divulgados no site da Secretaria e pelo Conselho de Mudanças Climáticas.
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