Política

Supermercados não abrirão aos domingos a partir do próximo mês; entenda o que muda

Projeto piloto prevê fechamento de supermercados aos domingos em parte de 2026 e reacende discussões sobre jornada de trabalho no país  |  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.

Publicado em 05/02/2026, às 18h30   Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.   Bianca Novais

Um acordo firmado entre empresários e trabalhadores vai alterar a rotina de consumo de milhares de capixabas a partir do próximo mês.

Supermercados e atacados do Espírito Santo terão de fechar as portas aos domingos por um período determinado. As informações são do Correio 24 Horas.

Mudança passa a valer a partir de março no Espírito Santo. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil.

Onde e quando vale a regra?

A mudança está prevista para vigorar entre 1º de março e 31 de outubro de 2026 e se aplica exclusivamente aos supermercados do Espírito Santo. O entendimento foi fechado em dezembro de 2025 entre a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) e o Sindicato dos Comerciários.

Passado o prazo, o tema voltará à mesa de negociação dentro da Convenção Coletiva de Trabalho.

Projeto piloto com modelo europeu

Tratada como um projeto piloto, a proposta segue exemplos adotados em países europeus, onde parte do comércio não funciona aos domingos. A ideia é avaliar os efeitos da pausa semanal obrigatória tanto para os trabalhadores quanto para o setor econômico antes de qualquer decisão definitiva.

Nem todo comércio será afetado

A restrição não alcança todo o varejo. Shoppings centers continuarão funcionando normalmente aos domingos e feriados em todo o estado, sem alterações nos horários.

Além disso, antes do início da nova regra, houve uma exceção: durante o verão 2025/2026, os supermercados foram autorizados a abrir aos domingos para atender à alta demanda da temporada.

Impacto no debate nacional

A decisão local acontece em meio a discussões mais amplas sobre a jornada de trabalho no Brasil. Um projeto que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da carga semanal para 36 horas já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda precisa passar pelo Senado, pela Câmara dos Deputados e pela sanção presidencial.

Ganhos para os trabalhadores

Além da mudança no funcionamento das lojas, o acordo garantiu avanços financeiros à categoria. Foi criado um auxílio-alimentação mensal de R$ 150, e o reajuste salarial de 7% elevou o piso dos comerciários para R$ 1.650.

Embora a convenção tenha validade até 2027, cláusulas específicas, como o trabalho aos domingos, podem ser revistas a qualquer momento, desde que haja nova negociação.

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