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SUS vai incorporar novo teste para rastrear câncer de intestino

Método poderá identificar sinais da doença de forma precoce e sem necessidade de exame invasivo logo no início da investigação  |  Foto: Magnific/Lifestylememory

Publicado em 21/05/2026, às 22h15   Foto: Magnific/Lifestylememory   Andrezza Souza

O Sistema Único de Saúde deve passar a utilizar um novo exame para rastreamento do câncer de intestino em pacientes sem sintomas. A medida prevê a adoção do teste imunoquímico fecal, conhecido como FIT, método considerado mais preciso para identificar sinais iniciais da doença.

O anúncio será feito nesta quinta-feira (21) pelo ministro Alexandre Padilha durante agenda oficial na França.

A proposta é utilizar o exame como referência para homens e mulheres entre 50 e 75 anos, faixa etária considerada de maior risco para o desenvolvimento do câncer colorretal.

Exame poderá ser feito em casa

O FIT é um exame de fezes que utiliza anticorpos específicos para detectar vestígios de sangue oculto, pólipos e possíveis lesões pré-cancerígenas no intestino.

O procedimento é considerado mais simples e menos invasivo em comparação com métodos tradicionalmente usados na investigação da doença.

Para realizar o teste, o paciente recebe um kit de coleta e faz o procedimento em casa. Depois, a amostra é encaminhada para análise laboratorial.

Objetivo é ampliar diagnóstico precoce

Foto: Magnific/aacoustic89

A expectativa do Ministério da Saúde é aumentar a identificação precoce do câncer de intestino, especialmente em pessoas que ainda não apresentam sintomas aparentes.

Hoje, a colonoscopia é um dos principais exames utilizados para confirmação e investigação da doença. Com a incorporação do FIT, a ideia é reduzir a necessidade imediata do procedimento em parte dos casos e ampliar o alcance do rastreamento preventivo.

Caso o resultado apresente alterações, o paciente deverá ser encaminhado para exames complementares.

Câncer de intestino está entre os mais comuns

O câncer colorretal é um dos tipos mais frequentes no Brasil e costuma apresentar maiores chances de tratamento quando identificado precocemente.

Entre os principais sinais de alerta da doença estão presença de sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento intestinal, cólicas frequentes, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem explicação, anemia e cansaço excessivo.

Especialistas apontam que o rastreamento preventivo pode ajudar a identificar alterações antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas.

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