Política
Publicado em 16/08/2026, às 16h55 Foto: Reprodução/Vídeo Andrezza Souza
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste domingo (16) que as investigações sobre o suposto acompanhamento do carro de campanha de Fernando Haddad (PT) indicam que não houve perseguição ou abordagem policial.
Segundo Tarcísio, mais de 70 câmeras de segurança e os dados de GPS das viaturas envolvidas foram analisados pela Polícia Militar. De acordo com o governador, as imagens não registraram contato entre os policiais e o motorista.
“A polícia concluiu a parte dela, fez uma apuração. Então, a gente pegou o GPS das viaturas, monitorou via GPS qual foi o trajeto que cada viatura fez”, afirmou Tarcísio.
O governador também disse que o caso está sendo apurado pela Polícia Civil. Segundo ele, o motorista de Haddad será intimado para prestar depoimento. A investigação deverá reunir as imagens, os registros de GPS e outras informações antes de apresentar uma conclusão.
Durante a declaração, Tarcísio afirmou que, até o momento, não foram identificados desvios de conduta por parte dos policiais.
“A gente está apurando isso com a maior responsabilidade do mundo, porque se houvesse algum problema, algum desvio de conduta, a gente ia punir severamente”, disse.
Na sequência, o governador afirmou que os elementos analisados apontam para uma “falsa comunicação”. A conclusão definitiva, porém, dependerá do inquérito conduzido pela Polícia Civil.
O caso começou após Haddad relatar que o carro em que estava seu motorista teria sido acompanhado por uma viatura da Polícia Militar na noite de terça-feira (11). O petista afirmou que o episódio deixou o profissional assustado.
Mensagens atribuídas ao motorista da campanha de Haddad foram divulgadas pelo Metrópoles. Na conversa, enviada após o candidato ser deixado em casa, o profissional afirmou que teria sido seguido por uma viatura da PM.
“Não quero deixar vocês preocupados e nem quero esticar esse assunto até o chefe. Mas fui seguido por uma viatura da PM”, escreveu.
Após o relato, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) determinou a identificação das equipes que passaram pela região. Segundo a secretaria, a análise inicial não apontou abordagem ou perseguição.
Imagens também registraram uma viatura passando pela rua onde Haddad mora pouco antes da chegada do veículo que transportava o candidato. A gravação, porém, não mostra uma abordagem policial ao carro.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) deu cinco dias para que o governo Tarcísio apresente explicações sobre o episódio. A investigação da Polícia Civil deverá definir a dinâmica do caso.
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