Política
Publicado em 12/03/2026, às 10h44 Foto: Divulgação Érica Sena
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (11) que a possível decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pode representar uma “oportunidade” para fortalecer o combate ao crime organizado.
A declaração foi feita após o presidente norte-americano, Donald Trump, mencionar a possibilidade de incluir grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) nessa categoria.
Durante entrevista coletiva após uma agenda oficial, Tarcísio avaliou que o reconhecimento internacional dessas organizações como grupos terroristas poderia abrir novas frentes de cooperação entre países.
Segundo ele, a medida poderia facilitar a integração de inteligência e ampliar o acesso a recursos destinados ao enfrentamento de organizações criminosas transnacionais, como citado pela CNN Brasil.
Para o governador paulista, o enquadramento dessas facções nessa classificação permitiria fortalecer estratégias de combate e ampliar a articulação entre autoridades de segurança pública.
Tarcísio afirmou que a eventual designação poderia favorecer ações conjuntas entre governos e órgãos de segurança. Na avaliação dele, o reconhecimento do PCC como organização terrorista por um país como os Estados Unidos teria impacto na forma como a rede internacional de combate ao crime organizado atua.
Segundo o governador, essa classificação poderia viabilizar mecanismos mais amplos de cooperação, incluindo compartilhamento de informações de inteligência e acesso a instrumentos financeiros voltados ao enfrentamento dessas estruturas criminosas.
Até o momento, no entanto, o governo norte-americano não confirmou oficialmente a inclusão das facções brasileiras em uma lista de organizações terroristas.
Em declarações feitas na terça-feira (10), o presidente Donald Trump afirmou considerar o PCC e o Comando Vermelho como ameaças à segurança regional. A possibilidade de classificação das organizações como terroristas ainda está em análise por autoridades norte-americanas.
Em comunicado enviado à imprensa, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que organizações criminosas brasileiras estão entre os grupos que representam riscos relevantes para a segurança regional, principalmente por envolvimento com tráfico de drogas, violência e atividades transnacionais.
O órgão ressaltou, porém, que não comenta processos internos sobre possíveis designações oficiais de grupos como organizações terroristas.
Diante da possibilidade levantada nos Estados Unidos, o governo federal brasileiro acompanha o tema com cautela. De acordo com apuração da imprensa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou integrantes do governo a tratar o assunto no campo diplomático.
A avaliação no Palácio do Planalto é de que eventuais discussões sobre a classificação das facções devem ocorrer no âmbito das negociações internacionais, evitando posicionamentos precipitados enquanto não houver uma decisão formal do governo norte-americano.
Tarcísio cria cargo de delegado para assessorar prefeito de SP; entenda motivação
Setor de guinchos critica concessão de pátios e mira governo Tarcísio