Política

Tarifaço de Trump: veja quais produtos brasileiros escapam da nova taxa dos EUA

Tarifaço de Trump começa hoje (24) e preserva produtos estratégicos do Brasil; medida pressiona comércio sem afetar cadeias essenciais  |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 24/02/2026, às 12h51   Foto: Reprodução/Redes Sociais   Nathalia Quiereguini

A nova política tarifária dos Estados Unidos entrou em vigor nesta terça-feira (24) e altera o alcance das medidas comerciais adotadas pelo presidente Donald Trump.

A regra estabelece uma tarifa adicional global sobre produtos importados, mas ao mesmo tempo cria uma ampla lista de exceções que preserva itens considerados estratégicos para a economia americana, vários deles exportados pelo Brasil.

A mudança ocorre após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que invalidou parte das tarifas aplicadas anteriormente com base em legislação emergencial.

Com isso, o governo substituiu o modelo anterior por uma taxa temporária de alcance mais amplo, porém com diferentes níveis de impacto conforme o setor.

Na prática, produtos brasileiros que estavam sujeitos a sobretaxas elevadas deixam de enfrentar parte dessas barreiras.

Ainda assim, segundo informações do G1, permanece um adicional geral para a maioria das mercadorias, o que mantém o ambiente comercial mais restritivo do que antes das medidas iniciadas em 2025.

Tarifa global entra em vigor nos EUA, mas itens estratégicos da exportação brasileira ficam fora da nova cobrança / Foto: Reprodução/Redes Sociais

Produtos brasileiros isentos

Entre os principais itens livres da nova cobrança estão combustíveis e derivados de petróleo, incluindo petróleo bruto e querosene de aviação.

A decisão busca evitar impacto direto nos custos de energia e transporte dentro do próprio país.

No agronegócio, permanecem sem a tarifa adicional carne bovina, café, suco de laranja, fertilizantes e derivados de cacau.

Esses produtos têm participação relevante no abastecimento e na indústria alimentícia americana, o que reduz a possibilidade de substituição rápida por fornecedores locais.

A lista também inclui aeronaves civis, motores e componentes aeronáuticos, segmento de alta integração industrial entre os dois países.

O mesmo ocorre com minerais industriais e ferro-ligas utilizados na siderurgia, considerados insumos essenciais para a produção manufatureira.

Produtos tecnológicos específicos, como semicondutores e equipamentos relacionados, também foram excluídos. A avaliação é que a cobrança poderia afetar cadeias produtivas sensíveis e elevar custos internos.

Impacto prático

Especialistas apontam que a medida combina pressão comercial com proteção à economia doméstica americana.

A tarifa permanece como instrumento de negociação internacional, mas foi estruturada para evitar efeitos imediatos sobre inflação, produção industrial e abastecimento.

Para o Brasil, o resultado é intermediário: parte das barreiras continua ativa, porém setores centrais das exportações seguem competitivos no mercado americano.

O efeito tende a variar conforme o tipo de produto e o grau de dependência dos Estados Unidos em relação ao fornecedor externo.

Classificação Indicativa: Livre


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